Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasanches.com
No escuro da viagem,
A paisagem se apaga.
Um vaga-lume faz brilhar
A luz na negridão.
Soa estranho o vulto
E a sombra que ora vejo
Passar silente no caminho,
Enquanto dorme o pássaro no ninho.
Era noite sombria na estrada da vida,
Eu ouvia o assobio da ventania.
Os homens e mulheres dormiam;
Eu, acordado, escrevia.
Enquanto o tempo passava,
A lua cheia me espreitava.
Nem tudo é realidade,
Ainda existem sonhos.
Nos rios e mares, vaidades;
O brilho e a luz no meu berço.
Era a minha infância
Guardada na memória.
Do poeta que se apossou de mim
Na volta ao meu torrão natal,
Resgatando o brilho do jardim
Neste regresso triunfal.
Rosário, 26 de outubro de 2026.
Direitos reservados ao autor: José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.
