Por José Carlos Castro Sanches
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“A liberdade não pode ser estabelecida sem a virtude, nem a virtude sem a fé, nem a fé sem a coragem de um povo que decide ser dono do seu próprio destino.” (Alexis de Tocqueville, pensador e filósofo político.)
A mobilização da direita no Maranhão tomou ares de evento internacional de grande envergadura, reunindo milhares de pessoas na Praça Maria Aragão, no coração da capital, São Luís.
Sem dúvida, foi um dos maiores eventos políticos dos últimos tempos na Ilha dos Azulejos. Não apenas os ludovicenses, mas maranhenses de diversos municípios se deslocaram a Upaon-Açu, formando um altivo batalhão verde e amarelo. Éramos vozes vestidas de camisas, bandeiras, alegria e um entusiasmo profundamente comprometido com a mudança, em intensa e contagiante vibração.
Até a história se rendeu ao movimento dessa vez: a ponte que leva o nome de José Sarney permaneceu por algumas horas sem o fluxo habitual de veículos, acolhendo a maré humana da caminhada conduzida pelo Deputado Federal Nikolas Ferreira, com a participação de Jeffrey Chiquini e outros aliados. Em cima dos veículos de som e pelas ruas, pulsava a verdadeira festa da democracia — um espaço onde reinavam a paz, a harmonia, a solidariedade e o respeito mútuo.
O sol que ilumina a nossa terra pareceu, naquele dia, despontar para uma nova consciência. O Nordeste, por tanto tempo adormecido sob o peso de oligarquias e promessas inacabadas, finalmente abre os olhos para o horizonte da transformação. Não se trata apenas de uma reunião de pessoas, mas do despertar de uma alma coletiva que compreende o seu valor e a urgência de retomar o rumo do progresso e do verdadeiro desenvolvimento.
Por décadas, nossa região tem sido tratada como uma espécie de “aldeia” dominada por caciques políticos que se eternizam no poder. Valendo-se de estruturas assistencialistas que perpetuam a dependência em vez de promover a autonomia, tenta-se subjugar os cidadãos mais humildes, mantendo-os presos a um ciclo de escassez e submissão.
“A verdadeira liberdade democrática não se consolida onde o cidadão é mantido em permanente estado de dependência da tutela estatal, mas onde lhe são dadas as condições reais para prosperar por seu próprio trabalho e consciência.” (Guilherme Fiuza, jornalista e analista político.)
A verdadeira mobilização popular exige responsabilidade, discernimento e a clareza de que o futuro do país depende da nossa coragem de romper com as velhas amarras. Assistencialismo sem emancipação é ilusão; progresso real é dignidade, trabalho e autonomia para cada família maranhense e nordestina.
Chegou a hora de nos libertarmos das algemas que nos prendem ao passado e avançarmos com firmeza rumo ao novo. A escolha que se impõe ao nosso povo é clara e decisiva: é a escolha entre a prosperidade edificada na liberdade e o precipício da estagnação.
“O desenvolvimento regional só ocorre de fato quando a força da sociedade civil supera a inércia dos velhos currais eleitorais, transformando a esperança em projeto e a indignação em voto consciente.” (Denis Rosenfield, filósofo, professor e ensaísta político.)
Avante, Nordeste! Chegou a hora da mudança. É a força da mobilização popular abrindo caminhos e a travessia rumo à verdadeira liberdade. O meu voto é pela liberdade de expressão, pelo desenvolvimento e pelo respeito a cada cidadão. Viva o voto livre, a esperança renovada e a democracia!

São Luís, 22 de outubro de 2026.
Direitos reservados ao autor: José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.

