Por José Carlos Castro Sanches
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“É muito mais difícil julgar a si mesmo do que julgar os outros.” (Antoine de Saint-Exupéry)
O silêncio ensurdecedor que se seguiu ao pênalti perdido por Bruno Guimarães no jogo contra a Noruega não foi apenas o eco de uma bola que não entrou; foi a senha para que o tribunal implacável do julgamento público iniciasse mais uma execução virtual. Apontamos o dedo com a rapidez de quem se crê perfeito, esquecendo-nos de que a infalibilidade é uma ilusão que exigimos dos outros para mascarar as nossas próprias fraquezas. Crucificamos o atleta na arena moderna das redes sociais como se nunca tivéssemos falhado em nossas próprias cobranças diárias.
As derrotas, as quedas e os fracassos fazem parte da rotina dos verdadeiros vencedores. A vida assemelha-se às ondas do mar ou ao movimento de uma roda-gigante: momentos de ápice são seguidos por inevitáveis descidas e tempestades. O que diferencia o campeão do eterno crítico não é a ausência de erros, mas a coragem de permanecer jogando. Quem aprende a conviver com os traumas e a ressignificar as perdas desenvolve a resiliência necessária para se fortalecer para a próxima batalha.
É preciso ter paciência, disciplina e, acima de tudo, controle emocional para jogar fora a carga negativa que a multidão tenta nos impor. Bruno Guimarães é o protagonista de sua própria história, e um lance infeliz diante da Noruega não apaga o brilho de sua trajetória. Não carregue um fardo que não é seu. Busque ânimo na certeza de que somos maiores que os nossos erros momentâneos e capazes de superar as adversidades com dignidade e maestria. Siga firme a sua jornada, pois o jogo da vida continua e os fortes não se deixam abater por um único chute na trave.
“O homem não foi feito para a derrota. Um homem pode ser destruído, mas não derrotado.” (Ernest Hemingway)
São Luís, 08 de julho de 2026.
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José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, trovador, poeta e produtor cultural.
