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Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

A LITERATURA EM FESTA (O Brilho do VII FESTMACPU na UEMA)

Por José Carlos Castro Sanches

Site: www.falasanches.com

“A linguagem é a pátria da alma, e a literatura, a sua voz mais altiva.” (Evanildo Bechara)

Há momentos em que a palavra deixa de ser mero código para se tornar sopro, luz e travessia. Na tarde-noite iluminada de 22 de outubro de 2026, no auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA, a literatura maranhense viveu o seu ápice e o seu encanto. A culminância do VII FESTMACPU – Festival Maranhense de Conto, Crônica e Poesia da UEMA, promovido com maestria pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis (PROEXAE), organizado pela Coordenação de Cultura e Desporto e idealizado com amor e visão pelo poeta e compositor Paulinho Dimaré, reafirmou que a arte é a semente mais viva do nosso solo.

Após a riqueza pedagógica e sensível das quatro semifinais preparatórias que semearam o festival ao longo do ano — mobilizando a expressiva marca de 34 contos, 31 crônicas e 70 poemas —, a grande final desabrochou em celebração. O palco transformou-se em altar da criação: cinco finalistas da categoria Poema deram corpo, voz e alma aos seus versos. As palavras ganharam ritmos, pausas e lágrimas, provando que a poesia dita ao vivo é ato de coragem e entrega.

A festa da literatura também se vestiu de riso e batuque. A irreverência calorosa e contagiante da dupla “Pão com Ovo” trouxe a graça genuína da nossa gente, enquanto o ritmo vibrante do grupo de samba “As Brasileirinhas” fez o auditório pulsar em uma só frequência de alegria. Nas galerias e plateia, a energia era palpável: os olhos atentos dos alunos da Escola Militar do Município de Paço do Lumiar misturavam-se ao entusiasmo dos acadêmicos da UEMA, à sabedoria dos professores, ao orgulho dos familiares e ao talento dos escritores presentes.

Tive a honra e o privilégio de integrar a comissão avaliadora — um time de escritores, teatrólogos e especialistas dedicados à difícil e poética missão de mensurar o imensurável. Avaliamos contos e crônicas na intimidade de suas páginas escritas; já os poemas desvelaram-se em performance, onde o texto e o gesto se fundiram em arte viva. Diante do elevado nível de excelência de cada concorrente, o rigor do critério curvou-se à beleza das produções.

Os três primeiros colocados de cada categoria foram coroados com o devido e merecido reconhecimento:

Contos Vencedores:

1) A Chave – Pedro Wilson Ramos da Conceição

2) Tota – João Victor Cantanhede Nogueira

3) 180 – Rosana de Carvalho Vilanova

Crônicas Vencedoras:

1) Verde Por Baixo do Cinza – Carlos Alberto Rosa Rodrigues Neto

2) Um Amor aos Porcos – Abraão Guimarães Sousa

3) O Banquete das Palavras – Hudson Lucas Silva Ribeiro

Poemas Vencedores:

1) As Mãos de Minha Mãe – Pedro Wilson Ramos da Conceição

2) Eu. Mulher Negra – Karinne Costa

3) Guarnicê – José Istenio de Melo

A maior vitória, contudo, pertence à coletividade: os dez primeiros textos de cada modalidade serão imortalizados nas páginas da Antologia do FESTMACPU, editada pela UEMA, perpetuando vozes que representam os mais diversos cantos do nosso Maranhão.

Olhar para aquele auditório foi presenciar um espetáculo de humanidade. Vi no semblante de cada participante a alegria contagiante, a emoção transbordante, as lágrimas contidas e os risos soltos em um momento verdadeiramente mágico. Protagonistas, organizadores, apoiadores e espectadores tornaram-se um só corpo tocado pelo dom da criação.

Parabenizo comovido a UEMA por cultivar esse jardim de novos talentos e por descentralizar o fazer literário, reunindo vozes do interior à capital. Aos vencedores e a todos os participantes, deixo o abraço fraterno de quem entende que a distância entre o sonho e a realidade atende pelo nome de ação. O sucesso é a colheita pacienciosa de uma sucessão de pequenas e corajosas iniciativas. O verdadeiro vencedor não é aquele que jamais tropeça, mas o que recolhe as pedras do caminho para erguer as colunas da sua própria história.

Ofereço a todos o meu mais sincero e profundo agradecimento por nos proporcionar esse momento ímpar de epifania literária. Afinal, quem sabe faz a hora, não espera acontecer! Vocês demonstraram saber o valor inestimável da leitura e da escrita, revelando a literatura, a arte e a cultura não como meros adereços, mas como as mais poderosas e definitivas ferramentas de transformação de uma nação.

“A literatura existe porque a vida não basta.” (Ferreira Gullar)

São Luís – MA, 22 de outubro de 2026.

Direitos reservados ao autor: José Carlos Castro Sanches.

(Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural).

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