Por José Carlos Castro Sanches
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“A literatura é a prova de que a vida não basta.” (Ferreira Gullar)
Quem disse que a literatura é submissa ao espaço e ao tempo? Ou que vive enclausurada, dependente do calendário de feriados? Não, meu caro leitor. A literatura está muito acima das incertezas e das surpresas do cotidiano. Ela representa a liberdade e o fulgor inebriante e mágico que contagia, inspira e transforma. É prosa e poesia, música e melodia, luz e magia; é criança, adolescente e ancião; é a expressão viva de paz e amor no coração.
Era véspera do Dia do Escritor Luminense, motivo de uma vasta programação na Academia Luminense de Letras (ALPL). A agenda previa a participação de cerca de 150 alunos das escolas públicas do município de Paço do Lumiar, no Maranhão, juntamente com seus familiares, professores, acadêmicos, autoridades e convidados. Contudo, a coincidência do feriado prolongado com a data de realização da I Mostra Literária impediu a presença dos estudantes. Mas há momentos desfavoráveis que nos convidam à reinvenção — e, surpreendentemente, a emenda saiu melhor do que o soneto. A programação superou todas as expectativas com a brilhante atuação dos escritores da ALPL, dos convidados e de um talentoso grupo artístico-cultural de jovens luminenses, além da marcante exposição de obras literárias e de artes plásticas dos acadêmicos da nossa arcádia.
Num ambiente festivo e poético, onde reinavam a alegria e a sensibilidade, todos fomos agraciados pela beleza da literatura e da cultura, irmanadas pelo sentimento de coletividade, orgulho e dever cumprido. Cada olhar, sorriso e movimento sintetizava a essência e a pluralidade literária que a todos encanta. Cabe, portanto, destacar e parabenizar com louvor o presidente da ALPL, toda a equipe organizadora, os parceiros e cada participante que transformou o que seria um obstáculo em uma memorável exaltação às nossas letras.
A literatura não é mero adorno estético; é o alicerce ético e espiritual sobre o qual se constrói a identidade e a dignidade de um povo. Uma nação que lê e valoriza a sua produção cultural germina homens e mulheres livres, capazes de transformar a realidade com consciência, empatia e sabedoria. Quando cultivamos a palavra escrita, acendemos a chama do pensamento crítico e preservamos a memória ancestral que projeta o futuro. Educar pela arte de ler e escrever é pavimentar o caminho para uma sociedade mais justa, sensível e verdadeiramente humana.
“Um país se faz com homens e livros.” (Monteiro Lobato)
Rosário, 30 de outubro de 2026.
Direitos reservados ao autor: José Carlos Castro Sanches
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.




