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Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

A ESPADA E A RAZÃO: O LEGADO DO BRIGADEIRO FALCÃO 

Por José Carlos Castro Sanches

Site: www.falasanches.com

(Poema 18º classificado no Concurso Pedro Ivo de Poesias da AMCLAM – 2026) 

De Nazaré partiu a luz primeira, 

Buscando o jovem d’alma o seu destino. 

Cruzou o mar, fincou sua bandeira, 

No solo maranhense ergueu seu hino. 

Não era apenas força de soldado, 

Mas mente arguta, pronta à estratégia; 

Um pensador por todos respeitado, 

Que a paz buscou em sua lida régia. 

Aos setenta e cinco anos, o repouso, 

De um mestre em tal comando generoso. 

No seio da família, o seu sustento, 

Porto seguro em tempos de incerteza. 

Belfort e Barros, laços de um momento, 

Que deram à sua voz maior nobreza. 

Cercado de amizade e lealdade, 

Ergueu um nome limpo, sem mácula, 

Unindo a farda à sensibilidade, 

De quem do caos se esquiva e se acautela. 

O amor ao lar era o seu baluarte, 

Na vida pública, a sua maior arte. 

Das Armas Comandante, voz ouvida, 

Na lei, fiel aos seus, nobre e presente. 

Brigadeiro Falcão, honra incontida, 

Pelo Império lutou, braço valente. 

Mas foi no Corpo a mística semente, 

Que em trinta e seis lançou com maestria; 

Fundou a força que hoje, resiliente, 

Dá ao Maranhão a luz do dia. 

Pioneiro do brio e do dever, 

Fez da justiça o seu amanhecer. 

Quando a Balaiada o chão assolou, 

E o medo percorria as sesmarias, 

Sua diplomacia se provou, 

Nas hostes que manteve em garantias. 

Com Caxias, o vulto de gigante, 

Venceu o caos com o cerco e a razão; 

Um oficial de espírito brilhante, 

Que trouxe a ordem para o Maranhão. 

Venceu combates, mas buscou a cura, 

Para a ferida atroz que inda perdura. 

Na velha São Luís, a rua viva, 

Com seu nome gravado em cada pedra, 

Mantém a sua história sempre ativa, 

Em herança que o tempo não desregra. 

Na PM, sua alma ainda brilha, 

Na comenda maior, em cada ação; 

É o patrono que guia esta trilha, 

Com coragem, virtude e retidão. 

Falcão não é apenas nome e glória: 

É o patrono vivo da memória. 

São Luís, 17 de abril de 2026. 

Direitos reservados ao autor:

José Carlos Castro Sanches. 

Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.

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