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Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

TEMPLO DO AMOR EM OURO RIMADO ​(Homenagem ao casal amigo Sebastião Lopes e Emília Maria)

Por José Carlos Castro Sanches

Site: www.falasanches.com

Há cinquenta anos lá em Bequimão,

O fado tecia um laço invencível;

A jovem fugia do guardião,

Achando o tenente um ser temível.

Ele vinha fardado, com empáfia,

P’ra compensar o traço pouco belo;

Ela fugia da lábia que desafia,

Buscando o refúgio num castelo.

“Se alguém me buscar, diga à família

Que saí p’ra vizinha de repente!”

Mal sabia a assustada Emília

Que o rapaz de Bequimão era persistente.

Mas o tempo, que é mestre em alquimia,

Fez do soldado o príncipe adorado;

A beleza brotou na calma via,

E o broto esquivo cai no laço dado.

O namoro deu boda em solo sagrado,

São Luís recebeu o lar perfeito;

Três filhos, rico e dourado laço,

Cresceram na sombra do respeito.

A rotina a dois não foi linha reta,

Foi valsa, foi samba e movimento;

Calar quando o outro nos afeta,

É regra de ouro e alento.

O contrato nupcial tem leis mutantes,

Doce cegueira que o tempo confere;

As manias de antes, irritantes,

Viram riso na dor que já não fere.

Casar-se é sorrir de chistes ruidosos,

Velhos jogos que o tempo consagra;

Fingir não ouvir roncos miúdos,

Na noite em que o sono naufraga.

Para os jovens da modernidade,

O casal é um porto e um colo;

Este amor é a pura verdade,

Que sustenta o mundo em seu solo.

Sebastião e Emília, é o amor!

A renovação que ainda resta,

É a prova do eterno esplendor:

Ouro vivo em poesia e festa.     

Homenagem de: José Carlos & Socorro Sanches.                                   ​                       

São Luís, 16 de julho de 2026.                                  ​                      

Direitos reservados ao autor: José Carlos Castro Sanches. Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.

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