Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasanches.com
O leito corre quieto, mas guarda na correnteza a memória dos séculos. O Rio Itapecuru não é apenas água que atravessa o solo maranhense; é a própria veia por onde flui a vida, a história e a inspiração.
Sopra o vento na margem do rio,
Desenhando espumas no leito,
O Itapecuru traz no brio
A força Guardada no peito.
Vai correndo com calma e história,
Banhando a terra e a gente,
Guarda na água a memória
De um tempo simples e presente.
Sopro que murmura ao luar,
Verso que o tempo consagrou,
Na correnteza a deslizar,
Sigo a vida que me soprou.
“O rio não tem pressa para chegar ao mar; ele cumpre o seu destino a cada curva, ensinando que o caminho também é morada.”
São Luís, 27 de agosto de 2026.
Direitos reservados ao autor:
José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.
