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Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

O RENASCER DA FÊNIX: A ARTE DE ENXERGAR COM O CORAÇÃO

Por José Carlos Castro Sanches

Site: www.falasanches.com

“A empatia é como uma luz que ilumina os caminhos escuros do outro, sem a pretensão de ser o sol.” (Nelson Mandela)

Tem coisas que surgem para nos fazer refletir e nos levam a descobertas interessantes — assim me deparei com a pergunta enigmática da imagem que ilustra esta crônica: Você nasceu empático ou narcisista? Conte os macacos!

No jardim da existência, onde muitos apenas caminham, poucos são os que verdadeiramente param para observar o detalhe das pétalas feridas. A imagem que nos desafia a contar macacos revela um segredo que transcende o olhar físico: a capacidade de enxergar o que está oculto, o pequeno detalhe que se aninha no colo do maior. Quem viu 19 ou mais macacos na imagem. Viu além do óbvio. Esse olhar atento é a semente da empatia, essa bússola moral que nos permite sentir a dor e a alegria do próximo como se fossem nossas, sem nos perdermos de nós mesmos.

“A maior expressão da empatia é a aceitação do outro, tal como ele é, sem julgamentos.” (Carl Rogers)

Ser uma pessoa empática, como o perfil descrito de um “Empático Extremamente Independente”, é possuir uma força silenciosa. As principais características desse ser são a escuta ativa, a honestidade brutal e o desapego de jogos sociais. Enquanto o narcisista vive em um labirinto de espelhos, buscando validação e jogando para vencer, o empático afasta-se do tabuleiro. Ele não precisa do aplauso; ele precisa da verdade. O empático é aquele que enfrenta suas batalhas sozinho, mas, ao ver um irmão caído, torna-se uma tempestade de proteção. Ele é a fênix que, tendo conhecido o fogo das próprias dores, renasce com a sabedoria de que a verdadeira força reside na vulnerabilidade compartilhada.

“O narcisismo é o isolamento em si mesmo; a empatia é a ponte que nos une ao infinito.” (Anônimo)

A distinção entre ambos é abismal. O narcisista consome a energia ao seu redor para alimentar seu ego, vendo as pessoas como extensões de seus desejos. Já o empático é doador; ele valoriza a essência acima das aparências. Atitudes empáticas são gestos simples, mas profundos: é o silêncio respeitoso diante do luto de um amigo, é oferecer o ombro sem dar conselhos não solicitados, ou simplesmente validar o sentimento de alguém dizendo: “Eu entendo por que você se sente assim”. É o ato de não virar as costas para aqueles que ama, mesmo quando o peso do mundo parece insuportável.

“A educação da mente sem a educação do coração não é educação de jeito nenhum.” (Aristóteles)

Mas haveria esperança para o narcisista? Poderia o espelho quebrar-se para dar lugar a uma janela? Sim, é possível, embora o caminho seja árduo. O processo ocorre através de um profundo choque de realidade e de uma jornada terapêutica de autoconhecimento. Para um narcisista tornar-se empático, ele deve primeiro aprender a reconhecer suas próprias feridas e aceitar sua humanidade limitada. É um processo de “desconstrução do eu” para a construção do “nós”. É preciso coragem para trocar o pedestal pelo chão comum da vida, onde todos somos iguais em nossas imperfeições.

“Tudo o que fizermos pelo próximo, a nós mesmos o faremos.” (Gandhi)

Inspirar a empatia no cotidiano é o convite que a vida nos faz a cada amanhecer. Que possamos ser como aquele, que olha para a imagem e vê o que ninguém mais nota. Que sejamos fênix constantes, transformando o fogo das incompreensões no calor do acolhimento. Que a empatia não seja apenas uma palavra, mas o oxigênio que respiramos em nossas relações, tornando o mundo não um campo de batalha, mas um lar onde todos são vistos, ouvidos e, acima de tudo, compreendidos. Que Deus seja louvado!

“A verdadeira força não está em não cair, mas em levantar-se a cada queda, pois é na resiliência que encontramos a coragem de transformar o impossível em possível.” (Nelson Mandela)

São Luís, 08 de abril de 2026.

José Carlos Castro Sanches.

É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS 08.04.2026. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.

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