Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasanches.com
“A mulher é como a orquídea: precisa de um olhar atento para ser vista, de um toque delicado para ser amada e de um ambiente pleno de dedicação para revelar, em toda a sua complexidade, a essência do que é sagrado.” (Burle Marx)
O florescer da alma celebra o amor eterno e, por isso, farei minha a expressão adotada por uma amiga da família para, com sua licença, pela intensidade poética, meiguice e carinho que a frase traduz, prestar esta homenagem a alguém muito especial neste dia 23 de maio de 2026, data do seu natalício. Ao ouvir o título desta crônica, senti algo diferente, profundo e divino, talvez pela originalidade ou pelo simbolismo transcendental representado pelas orquídeas. Como bem definiu o poeta Carlos Drummond de Andrade: “A natureza é uma orquídea, e a vida é o seu perfume.”
As orquídeas, membros da família Orchidaceae, são símbolos milenares de beleza, mistério e requinte. Presentes em quase todos os continentes, elas carregam a tradição de representar a força da adaptação e a delicadeza extrema. Cultivadas desde a antiguidade, sua arquitetura floral complexa e seus perfumes inebriantes seduzem olhares e inspiram poetas. Elas não são apenas flores; são testemunhas da persistência da vida que brota em condições improváveis, renovando o mundo com sua paleta infinita de cores e formas exóticas.
Nesta passagem de mais uma primavera, volto meu olhar para Socorro Sanches, minha amada esposa. Você é uma mulher determinada, vibrante, alegre e feliz; um sorriso que ilumina nossos dias e uma alma que acolhe com a doçura de quem sabe viver. Como companheira, mãe e avó exemplar, sua presença é o alicerce de nossa família. Homenageio-a com estes versos que brotaram de minha inspiração:
“Em teus olhos, Socorro, o sol se demora,
Orquídea rara que a vida me deu,
A cada instante, a cada nova aurora,
O mundo é mais belo, pois é todo teu.
Teu riso é semente, tua mão é abrigo,
No jardim desta vida, caminhas comigo.”
A conexão entre a orquídea e a mulher amada é absoluta. Assim como a orquídea necessita de cuidado e apreço para exibir sua plenitude, o amor se revela no zelo diário. Celebramos 42 anos de uma relação matrimonial construída sobre a rocha sólida do respeito, da parceria e da dedicação mútua. Olhando para estes 65 anos de sua jornada de vida, contemplo com gratidão a trajetória de alguém que transformou o tempo em sabedoria, o trabalho em legado e a responsabilidade em amor profundo.
Como disse Vinícius de Moraes: “O amor não é nada, mas ser amado é tudo.” Ter o seu amor é o meu maior triunfo. Amo você!
São Luís, 23 de maio de 2026.
Direitos reservados ao autor:
José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.
