Por José Carlos Castro Sanches
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Entrevista concedida ao filho primogênito José Carlos Castro Sanches
José Carlos: Mãe, a senhora nasceu pronta ou fez curso de chefia de família? Porque olhando sua história, parece que o céu perdeu uma guardiã e mandou aqui pra gente.
D. Zazá: Menino, eu nasci em São Brás, mas a vida me acolheu cedo. Quando estudava em Rosário e morava em São Brás, meu maior medo era só um: “De o mundo acabar e morrer sem ver os pais”. Eu era filha com saudade antes de ser mãe com colo. Acho que ali já treinava para ser porto seguro.
José Carlos: E deu certo. Porque hoje a senhora é nosso sustento emocional. Victor Hugo falou: “Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles.” Mas no seu caso, a gente dorme, acorda, come, estuda, casa, tem filho… e continua voltando pro mesmo abraço.
D. Zazá: É que abraço de mãe tem garantia vitalícia. E cozinha junto. Minha comida, dizem vocês, é “a melhor de todas”. Mas o tempero é simples: cuidado. Cuidado ao dormir e levantar, no almoço e no jantar, no lanche e na ceia, na roupa lavada, na escola e no lazer. É serviço 24h sem folga e sem salário, só pago em beijo.
José Carlos: E em bênção. “O beijo e a bênção ao dormir e levantar, ao sair e chegar.” Isso não tem preço. A senhora ri com a gente nas vitórias e chora junto nas doenças. Erasmo Carlos já avisou: “Dizem que a mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda. Eu que faço parte da rotina de uma delas, sei que a força está com elas.” E a senhora é a prova ambulante disso. Guerreira, destemida, sábia.
D. Zazá: Guerreira é quem aguenta oito filhos pedindo merenda ao mesmo tempo, meu filho. Eu só fiz o que toda mãe faz: virei mil. Mãe, esposa, dona de casa, com afazeres profissionais. Como diz a Rachel Daher: “Acha tempo para tudo e todos. Atenciosa, intuitiva, com seu sexto sentido apurado.” Esse sexto sentido é o que me faz adivinhar febre antes do termômetro apitar.
José Carlos: A senhora é “PEQUENA GRANDE MULHER”. Baixinha no tamanho, gigante na influência. Ensinou pelo exemplo: amor, fé, dedicação à família e trabalho árduo. Uma lição de vida para filhos, familiares, amigos e conhecidos.
D. Zazá: E olha que eu nem tive manual, viu? Aprendi errando, acertando e labutando com fé. “Uma grande bênção que recebemos do nosso poderoso DEUS.” Porque sua presença, como você mesmo disse, traz “paz, energia, alegria e a felicidade que nos mantém vivos e vibrantes, juntos ou distantes”.
José Carlos: Mateus Meireles escreveu: “Eu só, tenho medo é de o mundo acabar e eu, não conseguir te encontrar!” Eu roubei o verso, mãe. Porque é isso: meu medo é o mundo acabar sem a senhora. Mas hoje o mundo não acaba. Hoje ele comemora.
D. Zazá, minha mãe protetora, virtuosa, A MELHOR MÃE DO MUNDO: Parabéns pelo seu dia. Que a senhora tenha muitos anos de vida abundante, com saúde que não falha, paz que não foge e sabedoria que só aumenta. Continue sendo esse farol que ilumina nossos passos.
Te amamos incondicionalmente, ontem, hoje, amanhã e todos os dias do ano. Como diz a homenagem: não é só no Dia das Mães. É na vida inteira.
São Luís, 10 de maio de 2026.
Direitos reservados ao autor:
José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e promotor cultural.
