Por José Carlos Castro Sanches
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“A poesia é a música da alma, e, sobretudo, de almas grandes e sentimentais.” (Voltaire)
Guilhermina desabrochou aos olhos paraibanos,
No dia 03 de junho de 2026, luz que se derrama.
Foi no II CONAMBRAS, palco de letras e planos,
Que o barro virou verso e o romance criou asas de flama.
Enquanto a Terra gira em dança junto ao Sol,
E a Lua tece sua renda em volta do chão,
Guilhermina, em viagem interplanetária de arrebol,
Segue sua sina em epopeia de transmutação.
“A mulher é o desabrochar da flor que a natureza guarda para os momentos de sol.” (Rachel de Queiroz)
Do Maranhão à Paraíba, travessia de encanto:
Meu primeiro romance pousou em solo de Suassuna.
Mestre da verve que fez rir e pensar tanto,
Que ergueu a palavra paraibana com os pés no torrão e a alma na Lua.
Com o riso de João Grilo e a fé de Chicó no peito,
Guilhermina rompe o barro, metamorfoseia o destino.
Do sertão às estrelas, do silêncio ao direito,
Ela voa, constelada, num galope nordestino.
“O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.” (Cora Coralina)
Ao II CONAMBRAS, minha gratidão se estende:
Obrigado por abrirem as portas da casa de Augusto dos Anjos.
Por darem voz à literatura maranhense que acende
Neste encontro de Academias, faróis e arranjos.
Foi aqui, entre poetas, cronistas e trovadores,
Que Guilhermina deixou de ser sonho e ganhou chão.
E agora convida leitores, livreiros, amadores,
A mergulharem na sua saga de pó, de céu e de paixão.
“Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador.” (Clarice Lispector)
Leitor, venha comigo: do barro ao infinito há um fio.
Guilhermina: Do Barro às Estrelas espera teu olhar.
Cada página é travessia, cada capítulo é desafio,
Cada linha é convite para junto com ela voar.
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“A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.” (Fernando Pessoa)
Mas Guilhermina veio para provar o contrário: é vida que vira letra para iluminar.
João Pessoa – PB, 05 de junho de 2026.
Direitos reservados ao autor:
José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e promotor cultural.