Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasanches.com
A chama da literatura em São Luís,
Desperta a alma que a própria vida quis.
Era o encontro da prosa e da poesia,
Com as águas turvas do rio Anil em sinfonia.
As letras, as palavras, os livros em euforia,
Na verve dos poetas se expandem com maestria.
O manto sereno da literatura vertendo como a nascente,
Regando a alma e despertando toda a nossa gente.
A Fênix se faz lavra na Ilha do Amor,
O casarão se enfeita de azulejo e esplendor.
A estante revela antigos segredos,
Enquanto os poetas caminham sem medos.
As sementes brotam no solo fértil da tradição,
E as flores desabrocham em rica expansão.
O mar revolto embala o barco e o cais,
Entre as ondas, os peixes e os manguezais.
O sol desenha o dia no céu anil,
A lua acesa ilumina o porto febril.
As estrelas guardam as praças e os corações,
Enquanto a FELIS desperta grandes emoções.
A FELIS desdobra a cultura em seu patamar,
Refletindo os encantos de quem sabe sonhar.
E Maria Aragão, no seu espaço altaneiro,
Move a história viva de um povo inteiro.
Humberto de Campos ressoa em cada leitor,
E Josué Montello habita o fôlego e o rigor.
A prosa e a poesia celebram a vida a cada livro aberto,
Conduzindo o saber ao seu porto certo.
E eu, eterno aprendiz que aprendeu a amar o escrito,
Deslumbrado com a beleza do verso infinito.
Deleito-me ao ver que o amanhecer nos guia:
São Luís, poema eterno em plena poesia.
São Luís, 25 de setembro de 2026.
Direitos reservados ao autor: José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.
