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Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

ENTRE VERSOS E RISOS: 77 PRIMAVERAS DE FERREIRA DA SILVA

Por José Carlos Castro Sanches

Site: www.falasanches.com

“Escrever é plantar. Ler é colher.” (Monteiro Lobato)

Há homens que contam o tempo em anos. Outros, em livros. Ferreira da Silva parece preferir contar em encontros — daqueles que deixam rastro de afeto, gargalhada solta e uma boa conversa que nunca termina onde começa.

“A cultura é a soma de todas as formas de arte, de amor e de pensamento.” (André Malraux)

Nascido em 25 de abril de 1949, data que já amanhece com jeito de poesia, ele fez da própria vida uma extensão da palavra escrita. Não apenas escreveu livros — prosa, poesia, documentário, teatro — mas escreveu histórias e percorreu caminhos. Caminhos que atravessam o chão fértil de Paço do Lumiar, na grande ilha de Upaon-Açu, onde a cultura não é ornamento: é raiz, é luta, é celebração.

“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.” (Immanuel Kant)

Ferreira é daqueles que não esperam convite para fazer florescer. Ele planta. Idealiza, organiza, reúne, insiste e, às vezes, colhe os frutos das sementes; outras não — entretanto, não desanima e segue firme a jornada da vida entre as rosas e os espinhos: alegre e destemido, corajoso e atrevido. Entre academias, federações e rodas de conversa, construiu pontes invisíveis que ligam leitores a escritores, jovens a mestres, sonhos a possibilidades. Sua atuação como promotor cultural não cabe em cargos — cabe na memória viva de quem encontrou, por meio dele, uma porta aberta para a palavra.

“A alegria é a pedra filosofal que tudo converte em ouro.” (Benjamin Franklin)

Mas reduzir Ferreira ao intelectual seria injusto. Há nele o pai amoroso, cuja presença é abrigo; o amigo fiel, que chega antes mesmo de ser chamado; o leitor atento, que escuta o mundo com olhos; e, claro, o gozador contumaz — aquele que entende que a vida, mesmo quando densa, precisa de riso para não endurecer.

“Ser poeta não é uma ambição minha. É a minha maneira de estar sozinho.” (Fernando Pessoa)

Seus versos não estão apenas nos livros que publicou, mas nas atitudes que cultiva. Em cada gesto de incentivo, em cada reunião literária, em cada história compartilhada, há um pouco de sua poesia — aquela que não precisa de papel para existir.

“Viver não é necessário. Necessário é criar.” (Albert Camus)

Hoje, ao completar 77 primaveras, Ferreira não soma apenas anos: soma sementes. E quem planta cultura colhe eternidade.

“A persistência é o caminho do êxito.” (Charles Chaplin)

Que esta data seja mais do que celebração — seja reafirmação de um caminho já tão bonito e necessário. E que sua jornada continue inspirando outros a acreditarem na força da palavra, no poder do coletivo e na beleza de permanecer sensível em um mundo apressado que requer paciência, resiliência, prudência, equilíbrio, constância, disciplina, foco e, acima de tudo, determinação para transformar sonho em realidade por meio da ação.

“A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas.” (Francis Bacon)

Aos amigos, leitores e familiares: que o exemplo de Ferreira nos lembre que viver bem é participar, criar, rir, apoiar e nunca deixar a chama da cultura se apagar. Que cada um encontre sua própria forma de florescer — e, como ele, seguir espalhando primaveras, sementes e flores por onde passar, com sua bicicleta velha e companheira inseparável de todas as horas.

“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.” (Paulo Freire)

São Luís, 25 de abril de 2026. 

Direitos reservados ao autor: 

José Carlos Castro Sanches.

Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.

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