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Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

CARTA A UM IRMÃO DE LETRA (Mhario Lincoln)

Por José Carlos Castro Sanches

Site: www.falasanches.com

Dileto amigo Mhario Lincoln, bom dia!

Lembra daquela nossa prosa boa, mesa farta na Churrascaria Boi Dourado, em Curitiba? Você me ouviu dizer, entre uma garfada e outra, que a melhor parte de escrever é esta: ter paz no peito pela certeza de que fizemos o nosso melhor. Que a palavra lançada ao mundo sirva de farol, inspire alguém, e quem sabe deixe um grão de valor no coração do leitor.

Quanto às tais curtidas, meu amigo… o melhor é desapegar delas. O mundo transborda de informação todo santo dia. Entre um compromisso e outro, entre a pressa e o cansaço, muita gente lê em silêncio. Alguns textos passam sem alarde, outros nem chegam a ser abertos, e uns poucos — raros — tocam a alma a ponto de arrancar um comentário.

Por isso, aprendi: escrever não é esperar aplauso. É plantar. Porque a expectativa transmuta-se em frustração quando não é atendida. A gente semeia com a certeza de que há olhos atentos do outro lado da tela, corações que se aquietam, mentes que se acendem. Muitos leem, gostam, repassam adiante… e seguem calados.

Imagine você, Mhario: já são doze anos, todo dia, sem falhar. Despejo letras nos grupos de WhatsApp, no Instagram, no LinkedIn, no site falasanches.com, no Facetubes e em outras esquinas digitais. Se eu vivesse de comentário escrito, já teria arriado a caneta faz tempo. Mas aí vem a recompensa que não cabe em métrica: cruzar com um amigo na rua e ouvir, entre um “bom dia” e um sorriso, a frase que paga qualquer esforço — “eu não comento seus escritos, mas leio sempre que posso e tiro proveito das reflexões”.

É por esse abraço inesperado que sigo. Pelo eco silencioso que volta em forma de gente.

Receba meu abraço apertado, Mhario Lincoln. Que Deus seja louvado em cada linha que nos cabe escrever.

São Luís, 17 de abril de 2026. 

José Carlos Castro Sanches.

É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS 17.04.2026. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.

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