Por José Carlos Castro Sanches
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No ermo do tempo, sob o terno manto,
Vejo-te oculto em bruma alabastrina.
Entre a memória pura e cristalina,
Povoas meu mundo cheio de quebranto.
Se já não vês o filho do teu canto,
Nesta penumbra vasta que te fustiga,
Nenhuma dor ressentida me instiga:
Tuas virtudes cobrem meu espanto.
Eis o enlace em rocha esculpido,
Grave aliança de um amor profundo!
Nem o esquecimento mais iracundo
Apaga o teu legado retido.
Honra e verdade na altiva postura
São a herança de nobre elemento,
Rico tesouro de teu pensamento,
Que no meu sangue fervilha e fulgura.
São Luís, 09 de agosto de 2026.
Direitos reservados ao autor: José Carlos Castro Sanches
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.
