Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasanches.com
A voz é um instrumento,
Com que a vida se tece,
Capaz de mudar o vento,
E de quem o coração aquece.
De mudança e persuasão,
Luz na alma que amadurece.
Por vezes é brisa suave,
Outras, grito de trovão,
A força que quebra o entrave,
Da alma, a libertação.
De resistência e transformação,
O verbo que faz união.
Na arte, a voz é pintura,
Que o pincel não sabe traçar,
É força, é delicadeza pura,
Em cada rima a ecoar.
De inspiração e motivação,
Um canto para nos guiar.
Mas quando a palavra se cala,
E o som cede o seu lugar,
É nela que a vida escala,
O silêncio a nos abraçar.
Afinal, o que é o falar,
Senão a alma a despertar?
Em cada nota que vibra,
No entoar que nos alcança,
A nossa essência se equilibra,
E renova a esperança.
É este som, nossa herança,
A voz que embala a criança.
São Luís, 16 de abril de 2026.
Direitos reservados ao autor:
José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense.
