Por José Carlos Castro Sanches
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“A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.” (Fernando Pessoa)
O antigo casarão, construído em séculos de história e memória, que outrora abrigou a sede da Câmara Municipal de São Luís na Praça João Lisboa — hoje o imponente Palácio de La Rocque, que sedia e acolhe o SESI – Casarão da Indústria, no coração do Centro Histórico — abriu suas portas para a eternidade. Foi ali, sob a abóbada do tempo, que se desenrolou uma belíssima festa literária na noite de 28 de abril de 2026. Ao som melódico do saxofone e do violino, a música ganhava vida e cores, vibrando nas paredes que já viram tanto, mas que naquela noite se curvavam ao novo.
“A leitura de todos os bons livros é como uma conversa com as melhores mentes dos séculos passados.” (René Descartes)
Em um ambiente de acolhimento ímpar, cercado por amigos e pela elite intelectual da cidade, as vozes se uniram para aplaudir o lançamento do livro Mulher na Arena, obra-prima da escritora e odontóloga Cristiane Barros Leal. O evento, dotado de uma criatividade rara, fez jus ao despertar da sensibilidade poética. Houve empatia, houve música e, acima de tudo acolhimento, simpatia, amor e carinho expressos em cada gesto e atitude, o calor humano que transforma um lançamento em um marco histórico. A anfitriã e sua equipe, com maestria, protagonizaram aquela que já é considerada a festa literária do ano na nossa eterna Atenas Brasileira.
“A beleza é a única coisa que o tempo não pode danificar.” (Oscar Wilde)
Estávamos todos extasiados. O entusiasmo e o brilho no olhar de Cristiane eram o reflexo de sua própria essência. Sua obra de autoajuda não nasceu do vazio, mas de um sopro divino em forma da afirmação infantil: “Mãe, você está perdendo tempo.” Esse pequeno insight, vindo do coração de seu filho, foi a centelha que incendiou o propósito e deu vida a um livro que transcende o papel. Ao percorrer as mais de trezentas páginas do referido livro, enxergamos as raízes profundas de uma mulher determinada a vencer as adversidades, transformando cada desafio em um degrau para o infinito.
“Viver não é necessário; o que é necessário é criar.” (Gabriele D’Annunzio)
Naquele santuário de sabedoria e inspiração, senti-me em casa, onde leio, escrevo e compartilho diariamente os meus escritos. Fui inspirado pela força de Cristiane a continuar minha própria missão literária, tecendo estas palavras em sua homenagem. Minha esposa, Socorro Sanches, e eu, sentimo-nos honrados pelo convite e pela recepção tão calorosa, especialmente por parte das colaboradoras da “COOM”, com as quais convivo há tempos e que personificam a excelência no tratar durante os atendimentos na clínica odontológica. Nada ocorre por acaso; o sucesso retumbante desta obra é o fruto bendito do empenho, da fé inabalável e da força que reside em quem não teme a arena da vida.
“Um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado dentro de nós.” (Franz Kafka)
A importância do livro e da leitura reside no fato de serem eles as pontes entre o humano e o divino. Bons escritores são os arquitetos do invisível, e leitores dedicados são os que dão fôlego a esse universo. Na contemporaneidade, o papel da mulher no contexto literário é vital; ela não apenas escreve, ela parte o pão da experiência com uma sensibilidade que só quem conhece as dores e as delícias do “ser” pode oferecer. Cristiane Barros Leal, em sua arena, é a gladiadora da esperança, provando que a literatura é o solo onde a mulher planta sua liberdade e colhe sua imortalidade.
“Não há barreira, cadeado ou ferrolho que possas impor à liberdade da minha mente.” (Virginia Woolf)
Recomendo a leitura de Mulher na Arena antes que o último exemplar se despeça das prateleiras, pois não é todo dia que o mundo recebe um livro capaz de nos lembrar que, entre o sonho e a realidade, existe apenas a coragem de começar. Sucesso, querida amiga, em sua jornada pelas estrelas da literatura.
São Luís, 29 de abril de 2026.
Direitos reservados ao autor:
José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e promotor cultural.
