Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasabnches.com

Quem aqui, em algum momento da vida, já sentiu uma ideia brilhante pulsar no peito, mas travou completamente no segundo em que pegou na caneta diante da folha em branco — ou quando abriu a tela do celular?
A folha em branco e a tela vazia costumam impor um silêncio assustador. Para os eruditos das nossas Academias de Letras, ela às vezes veste o figurino da exigência pelo rigor e pela perfeição estética. Para os jovens do ensino médio, ela assume o tom do receio de não ser lido, de não engajar ou de não encontrar a palavra exata para dizer o que se sente.
Mas quero lhes revelar algo que aprendi na minha jornada como professor, escritor, poeta, trovador e cronista: A inspiração não é um raio que cai do céu de vez em quando. A inspiração é uma visitante assídua que só bate à porta de quem já está trabalhando.
Durante muito tempo, acreditou-se que a literatura pertencia apenas às estantes solenes e aos tomos encadernados. Hoje, nós vivemos um tempo abençoado e desafiador em que o texto poético, a trova singela e a crônica do cotidiano podem nascer no calor de um caderno de anotações pela manhã e, à tarde, emocionar milhares de leitores na palma da mão, através das telas das redes sociais.
Escrever todos os dias não é uma questão de talento raro ou de tempo de sobra. É uma arte de cultivo. É um hábito, uma rotina de sensibilidade e de observação atenta do mundo. É sobre isso que conversaremos hoje: como transformar a faísca do cotidiano em palavras vivas, capazes de atravessar gerações, formar livros e tocar corações — do papel às redes.
São Luís,16 de outubro de 2026
Direitos reservados ao autor:
José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.
