Por José Carlos Castro Sanches
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Conserto a rima e perco toda a métrica, Apago a luz, acendo a escuridão, Corrijo o verso e mudo a sua estética, Escolho a palavra fria e sem paixão.
Escrevo um verso cheio de ilusão, Com nobre amor à pura poesia, Que traga no seu peito a emoção, E sob a luz transborde a harmonia.
A emenda é bem pior do que o soneto, Pois o erro do homem é inevitável; No papel a mancha ganha o tom mais preto.
Tornando este remendo um mau projeto, O gesto desta pressa é inaceitável, Que o verso nunca perca o seu afeto.
Rosário, 16 de outubro de 2026.
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José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.