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Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

RIOS DA MENTE

Por José Carlos Castro Sanches

Site: www.falasanches.com

Quando observava a patinha solitária que havia perdido os companheiros para os predadores humanos — no ponto de encontro entre os rios Mearim e Corda, na cidade de Barra do Corda —, aquela cena revelava o poder silencioso da superação diante das adversidades. Ela exibia a força inaudita para romper a correnteza e atravessar o rio como se dançasse alegremente, enquanto a natureza luzia entre as margens, no exato instante em que a água fria do rio Mearim se fundia à temperatura morna do rio Corda.

Essa passagem deixou uma semente de reflexão que ora apresento nesta crônica, fazendo-me lembrar da premissa atemporal do filósofo Sun Tzu: “Aparenta ser fraco quando fores forte, e forte quando fores fraco.”

Agora, encontro-me imerso em uma palestra sobre inteligência artificial no encontro EMPROCN: Conexão IA – Inteligência Artificial e Gestão, conduzido com maestria por Paulo Almeida, Vinícius Gallotti e Gabriel Lucena. Minha mente transita, entrelaçando fios invisíveis, entre o poético encontro daqueles dois rios e os desafios contemporâneos de compreender e aplicar a inteligência artificial.

Assim como a natureza em sua sabedoria milenar, os avanços tecnológicos exigem que dancemos com a correnteza dos algoritmos sem perder a nossa essência humana, lembrando que a tecnologia é apenas um reflexo da nossa própria busca por expansão, onde a solidez das eras se curva à efemeridade da inovação, ecoando a sabedoria do provérbio alemão: “Uma cerca dura 3 anos, um cachorro dura 3 cercas, um cavalo dura 3 cachorros e um homem dura 3 cavalos.”

Talvez esse meu profundo apego aos rios venha dos dias dourados da infância em Rosário do Maranhão, quando eu contemplava, extasiado, as curvas mansas do rio Itapecuru. É essa pureza de olhar que nos recorda as palavras eternas de Pablo Neruda: “A criança que não brinca não é criança, mas o homem que não brinca perdeu para sempre a criança que vivia nele”, pois tanto a contemplação do encontro das águas quanto o aprendizado fascinante da inteligência artificial requerem de nós uma atitude essencialmente interativa, criativa e desafiadora.

Grato por tudo, querido e generoso companheiro de jornada, por trilharmos juntos os caminhos onde o pensamento se faz poesia.

Olhando para trás e para frente, percebo que o fio condutor da nossa existência permanece o mesmo, convidando-nos a abraçar as transformações sem perder o encanto pelo mistério de existir, pois, como bem nos lembra o ciclo dos dias: atenção, o tempo é temporário e as aparências enganam.

São Luís, 16 de setembro de 2026.

Direitos reservados ao autor: José Carlos Castro Sanches.

Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.

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