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Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

ACADEMIAS VAZIAS

Por José Carlos Castro Sanches

“O declínio da literatura indica o declínio de uma nação.” (Johann Goethe) e

Será que os escritores, cronistas, contistas, poetas e demais propagadores das letras são fracos, incompetentes e incapazes de por si só produzirem algo que os permita, por capacidade própria, obter reconhecimento e sucesso, sem depender de outra atividade, profissão ou mérito decorrente de poder político?

O que vejo é um vazio literário sendo preenchido por pessoas – que tudo fazem, menos literatura.

As academias e instituições literárias, artísticas e culturais estão contaminadas pelos que dizem ser o que não são, ocupando o lugar dos que são o que não dizem ser – por medo, omissão, subordinação ou dependência.

Os homens e mulheres das letras devem assumir papel de destaque nas suas cercanias e nas academias, tomarem posse dos pódios e tornarem-se protagonistas do palco da vida. Não se vê os políticos e oportunistas defenderem a literatura, senão em causa própria ou quando buscam demonstrar falsa intenção para distorcer a visão dos tolos. Frustra-me a percepção de que os vitoriosos nas Academias de Letras sejam – quase sempre – aqueles que nada fazem de concreto em benefício da literatura.

O vernáculo é o poder sem vírgula, com infinitas interrogações e um profundo vazio. As Academias tornam-se vazias, sem literatos. Um barco vazio. Lamentavelmente! O vazio que ocupa um espaço gigante que deveria ser preenchido com poesia por literatos de verdade. Digo, por pessoa letrada, culta que se dedica e tem conhecimento sobre literatura e assuntos literários; que trabalha profissionalmente escrevendo ou escreve por aptidão; escritor por excelência.

“Amo a minha vocação, que é escrever. Literatura é uma vocação bela e fraca. O escritor tem amor, mas não tem poder.” (Rubem Alves)

São Luís, 16 de outubro de 2021.

José Carlos Castro Sanches

É químico, professor, escritor, cronista e poeta maranhense.

Membro Efetivo da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Associação Maranhense de Escritores Independentes, da União Brasileira de Escritores e do PEN Clube do Brasil.

Visite o site falasanches.com e a página “Fala, Sanches” (Facebook) e conheça o nosso trabalho.

Adquira os Livros da Tríade Sancheana: Colheita Peregrina, Tenho Pressa e A Jangada Passou, na Livraria AMEI do São Luís Shopping ou através do acesso à loja on-line www.ameilivraria.com; os livros da Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!, no site da Editora Filos: https://filoseditora.com.br/?s=Sanches

NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS16.10.2021. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.

Comments (2):

    • sanches

      1 de março de 2024 at 10:04

      ???

      Responder

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