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Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

VIAGENS, AVENTURAS E CONFIDÊNCIAS (Versão II – Sem a citação dos nomes dos viajantes e detalhamento do roteiro)

Por José Carlos Castro Sanches

Site: www.falasanches.com

“A vida é uma viagem, não um destino.” (Ralph Waldo Emerson)

Eu gosto de brincar com meus netos. As duas maneiras que frequentemente adoto são:                                                           

1) Fortalecer o vínculo afetivo – abraçar, beijar, apelidar, sorrir – fazer cócegas e piadas engraçadas;                                                                   

2) Provocação – com brincadeiras que incomodam – arrancar e esconder objetos, boné da cabeça, bloquear a passagem, cheirar ‘sovaco’, encobrir a visão de algo importante, sentar entre eles inesperadamente, tomar o lápis, riscar e pintar o papel, tirar escondido a comida do prato… São tantas provocações que não imagino o quanto detestam ou aprovam, mas quero criar uma lembrança afetiva, algo que possa refletir o meu amor e carinho por todos eles – cada um reage ao seu modo às minhas provocações.

Quando digo que sou o vovô cabeludo – eles respondem: não, você é ‘carecudo’, careca… Quando eu os apelido, retrucam imediatamente, quando faço piadas ou rimas provocativas eles criam outras… Quando me aproximo deles, quase sempre têm uma forma criativa de interação. Por vezes os próprios pais querem limitar as reações deles como se fosse desrespeito com o avô, mas peço para deixá-los livres para interagirmos, porque os provoquei primeiro e criamos intimidade com responsabilidade, enquanto brincamos, sem exceder os limites do respeito mútuo.

Recentemente fiz uma viagem em família para o Sul do Brasil: Curitiba, Balneário Camboriú, Beto Carrero World, Gramado, Canela, Passeio de Maria Fumaça de Bento Gonçalves a Carlos Barbosa, entre outras localidades nas adjacências. Seguimos de avião em uma comitiva de 27 pessoas com familiares, colegas e amigos, conduzida por um guia turístico, partindo de avião de São Luís para São Paulo, e conexão com destino a Curitiba, após a estada e passeios em Curitiba, seguimos de ônibus para Balneário Camboriú, Beto Carrero, e passeios de bondinho no Parque Unipraias, concluída a programação de dois dias partimos com destino a Gramado e Canela, nos hospedamos no Tri Hotel, visitamos as cidades supracitadas e realizamos passeios diversos pelas redondezas.

Foi tudo maravilhoso, exceto dois momentos inesperados: um durante a ida, quando a aeronave sobrevoou por algum tempo aguardando autorização para pouso no Aeroporto de Congonhas, em virtude do mau tempo, condições meteorológicas e pista molhada. E na volta, quando a aeronave ao sair do aeroporto de Porto Alegre, apresentou uma pane no motor, e o voo foi abortado, causando a perda da conexão para São Luís e consequentemente a mudança de rota e atraso de mais de oito horas na chegada a São Luís.

O voo previsto inicialmente partiria de Porto Alegre com destino a São Paulo e São Luís, devido ao imprevisto fomos deslocados para um voo Porto Alegre – Campinas – Recife – São Luís. É fácil imaginar o transtorno provocado aos pais que estavam com crianças de colo, entre eles minhas filhas e genros, mas em benefício da segurança estávamos felizes e vivos graças a Deus.

A espera no Aeroporto de Viracopos em Campinas – depois da aeronave ter arremetido no momento do pouso devido à presença de uma “Capivara na Pista de Pouso” me permitiu escrever uma crônica sobre essa experiência. Mas, de verdade, o que me fez refletir além desse acontecimento foi quando aguardávamos a emissão das novas passagens no aeroporto de Campinas – os meus netos Rafael, Leonardo Davi e Amelie Sara brincavam sentados no piso do aeroporto quando me sentei entre eles com o propósito de provocá-los.

Imediatamente, os dois reagiram empurrando-me com os pés, cabeças e caras zangadas, de forma carinhosa, enquanto um deles disse: “o vovô quer atrapalhar a nossa brincadeira”. O outro retrucou – “não tem jeito, temos que suportar, é o nosso avô, pai de nossas mães, se não fosse ele não estaríamos aqui” – reforçou – “mas tem uma coisa boa: ele é escritor famoso e reconhecido em todo o Brasil – vive dando entrevistas.” (Essa foi a surpresa – como as crianças percebem o que ocorre à sua volta – às vezes agem com ingenuidade, outras com maturidade de adulto).

Em seguida, um dos netos deu um pulo, retirou o boné da minha cabeça e colocou na cabeça da minha neta, ela reagiu dizendo: “que boné fedorento de suor – ‘ Nham… nhemnhem’… o cheiro do vovô…” Ela tem o olfato de elefante, sensível ao cheiro do avô, a pureza e a liberdade de uma criança para dizer a verdade… O boné estava suado e cheiroso, não é, Lilica Ripilica? Quanto a Rafael e Leonardo Davi, a saída era suportar as brincadeiras do avô José Carlos, por bem ou por mal, apesar do incômodo, afinal o vovô cabeludo é escritor famoso, não é, Tetel e Léo cabeça de papel?

A viagem maravilhosa permitiu inúmeras reflexões, novas descobertas e escritos, fortalecendo os laços familiares e novas amizades. Integração com filhas, genros, netos, parceiros de viagem tornaram o ambiente agradável e acolhedor. Não apenas o destino se fez importante, apreciamos cada momento desde a partida até o retorno à Ilha do Amor.

Reflexão: A viagem me fez perceber que a relação entre avós e netos é um tesouro precioso, cheio de amor, carinho e provocações. É um momento de criar memórias, fortalecer laços e ensinar valores importantes. Agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de vivenciar essa experiência incrível.

Lições aprendidas:

– A vida é cheia de surpresas e imprevistos, mas com fé e amor, tudo se torna mais fácil.

– A relação entre avós e netos é um presente valioso que deve ser aproveitado ao máximo.

– A provocação e o carinho são fundamentais para criar uma conexão forte e saudável entre avós e netos.

– A viagem é uma ótima oportunidade para fortalecer laços familiares e criar amizades.

“A melhor maneira de viajar é encontrar um amigo.” (Provérbio árabe)

São Luís, 23 de janeiro de 2026.

José Carlos Castro Sanches.

É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS23.01.2026. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.

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