Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasanches.com

“Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança” (Hannah Arendt)

A floresta estava animada enquanto eu caminhava escutando o que diziam os povos nativos de Brasilis, nela havia pouco menos de uma dúzia de ministros que se julgavam Deuses, prendiam sem direito à defesa, criavam álibis para aprisionar inocentes, assim fizeram no dia 08 de janeiro de 2023, com a prisão inicial de ao menos 2.170 cidadãos que imaginavam estar seguros em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília. Generais, almirantes, brigadeiros, ministros da defesa e da justiça aliados ao novo governo acovardaram-se diante da insana ação de traição ao povo e à pátria.

O governante da terra Brasilis é um espertalhão com cara de tolo conduzido ao poder por forças do judiciário, orquestrado a sete chaves para dominar um povo submisso aos caprichos da elite política que aliada aos asseclas conduz a nação. Senadores, deputados, ministros, juízes, govenadores, prefeitos… são meros espectadores no tabuleiro de xadrez, poleiro e puteiro, que se estabeleceu no bolo de “merda” chamado república federativa de Brasilis.

Eu observava as malandragens e desvios de caráter, éticos e morais dos políticos, ministros da corte suprema e governantes para tornarem o povo submisso às mentiras que eles criaram e propagaram dia após dia para sustentarem o poder a qualquer preço. Estava instalada a ditadura do judiciário e da esquerda onde o povo não tinha vez, a educação e a justiça eram vermelhas, o controle da mídia assoberbado, a liberdade de expressão era coisa do passado, a prisão dos adversários passou a ser normal, os urubus de togas diziam o que deveria ser feito à revelia da lei e da constituição, seguiam um rito como mero instrumento da interpretação tendenciosa e parcial pelos tais defensores da lei que nada faziam senão defenestrá-la em benefício próprio e da associação criada para administrar o caos a mão de ferro, onde os contrários nunca acessavam aos inquéritos e processos sigilosos tudo em nome da democracia, até filmes com viés ideológicos para depreciar os opostos são fabricados na república das bananas.

A balbúrdia era tamanha que impossibilitava identificar um líder. O judiciário jogava as cartas, definia a estratégia do jogo, oprimia e prendia os adversários. O congresso com a maioria dos senadores e deputados omissos, estava sempre às ordens dos mandatários – presos pelas irregularidades que cometiam e afeitos às benesses do poder, dinheiro, conchavos e cargos – nunca contrariavam os interesses da governança, especialmente dos togados que os ameaçavam a todo tempo, sem que pudessem reagir porque tinham os rabos presos – era reciproca a proteção do bando – o judiciário protegia o legislativo e executivo e vice-versa. São todos farinha do mesmo saco; vinho da mesma pipa.

Assim todos ficavam blindados e os cidadãos de bem amordaçados e presos às convicções de uma elite dominante, podre, malvada que os mantém acorrentados, algemados e vendados, sem poder falar, tampouco agir contrariando o “status quo” senão o Xandão (como dizia Roberto Jefferson) mandava prender, recolher os passaportes, desmonetizar as redes sociais, inclusive deputados, senadores, jornalistas, pastores… contrários ao esquema perverso foram presos, sem direito à defesa que o digam Daniel Silveira, Roberto Jefferson, Guilherme Fiuza, Rodrigo Constantino, Paulo Figueiredo, militares que apoiam o governo anterior, entre outros.

Existe uma clara perseguição aos ditos bolsonaristas, incluindo o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, com passaporte recolhido e inúmeras ações na justiça, sem acesso aos processos pelos advogados de defesa, com o mesmo procedimento sendo adotado pela suprema corte para todos os acusados. Tudo em nome da democracia – ou melhor do estado democrático de direito, parcial – que só pende para um lado, um partido e uma ideologia.

Todos que se manifestam contrariamente ao partido são perseguidos, as verdade não podem ser ditas, no país Brasilis – eles querem nos calar definitivamente – colocar sobre nós uma blindagem, manter-nos encapsulados numa clausura, vendar os nossos olhos, controlar os nossos escritos, limitar as nossas ações e pensamentos, matar as nossas ideias, frustrar os nossos sonhos de liberdade…

Vejo a primeira-dama do governante de Brasilis declarar-se líder e assumir o comando sem ter obtido um voto; percebo o judiciário, sem votos, dando ordens aos deputados e senadores eleitos pelo povo. É triste perceber que o atual mandatário, eleito de forma suspeita, ao que se vê quando ele sai às ruas sendo ignorado e desprezado pelo povo, solitário, triste e angustiado, depois de libertado da prisão por forças ocultas e clara intervenção dos ministros do supremo, com suspeitas de manipulação das urnas eletrônicas pelos órgãos de controle eleitoral. Tornou-se um presidente sem prestígio, alijado dos movimentos populares, refém do judiciário e dos agentes ocultos que o mantêm no poder a qualquer preço.

Hoje além de estar perdido, sem rumo e sem direção – alimenta a mídia com impropérios, asneiras e abstrações diárias com o propósito de desviar o foco da realidade política (negociatas, liberação de emendas…), econômica (aumento da inflação, alta do dólar…) e fiscal (novos impostos, controle do pix…), apoio ao ditador venezuelano Nicolás Maduro – tudo em nome da democracia, que deixou de existir em Brasilis. O povo é um simples objeto de manipulação da mídia comprada e a serviço dos interesses de uma organização que se vale do poder para promoção do regime totalitário instalado em todo o território de Brasilis, onde a mentira, a corrupção, a ambição desenfreada pelo poder e a ditadura da toga estão acima da liberdade, da lei e da constituição.

O totalitarismo e a corrupção andam juntos pelos caminhos tortuosos de Brasilis. O poder singra por vias ocultas e a corrupção se apropria das riquezas, explora o povo e torna-se total e silenciosamente assassina, ao tempo em que os tolos acreditam nas falácias dos inescrupulosos dominadores da pátria amada. Como Leôncio Basbaum afirmou: “O totalitarismo não é, como o totalismo, a integração do homem na sociedade, numa estreita comunhão de identidade: é a submissão do homem ao Estado.”

Pode ser um sonho, todavia a esperança de um povo livre e de um país soberano ainda persiste em minha mente. Que o nosso país possa brilhar, os cidadãos de bem prosperem, as forças do mal sejam derrotadas, o poder seja instrumento de liberdade em detrimento da ideologia e dos agentes ocultos que teimam em destruir a soberania da nação e nos impedem de exercer a cidadania com plena liberdade.

Eu ainda acredito que a verdade vencerá a mentira; a democracia voltará a reinar em Brasilis; os urubus de toga que destroem a pátria serão resgatados das trevas e agirão com justiça em prol de um povo que preza pela paz, vive em busca da harmonia, cultiva o amor e a tradição democrática, ora reprimida, mas com sabedoria e pendor humano haverá de ser resgatada para alegria geral do povo brasilense.

Como disse Carl Gustav Jung: “Onde o amor domina não há vez para o poder; onde o poder predomina é porque há falta de amor. Um é a sobra do outro.”

A terra dos índios continua sendo explorada não apenas pelos europeus de outrora, mas pelos brasileiros mal-intencionados, ávidos por dinheiro e poder, em detrimento da ordem e progresso da nação, da liberdade dos cidadãos e bem-estar da sociedade.

Que a justiça volte a ser cega, imparcial e justa!. E haja harmonia e independência entre os três poderes conforme prevê a Constituição Federal do Brasil promulgada no dia 5 de outubro de 1988. Deus seja louvado!

“O totalitarismo radical depende de nos aterrorizar para que entreguemos as nossas consciências livres; o totalitarismo suave também usa o medo, mas principalmente nos enfeitiça com promessas terapêuticas de entretenimento, prazer e conforto.” (Rod Drehe)

São Luís, 10 de janeiro de 2025.
José Carlos Castro Sanches. É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras Artes, da Academia Vianense de Letras e da Academia de Ciências, Letras e Artes de Presidente Vargas. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento, Borboletas & Colibris (em parceria); Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando e O Voo da Fantasia. Coautor de diversas antologias brasileiras.

NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS10.01.2025. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.








Maria do Socorro Menezes Monte
12 de janeiro de 2025 at 11:32
O verdadeiro vencedor é aquele que caminha sem pisar em ninguém! Deus guarde o nosso País!