Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasanches.com

Muitas vezes usamos as palavras poema e poesia como se fossem a mesma coisa, mas no mundo da literatura, elas têm papéis diferentes. Para facilitar: pense no poema como o “corpo” e na poesia como a “alma”.

“Poesia é a alma que habita as palavras.” (Luís de Camões)
O poema é um gênero textual, ou seja, é a forma como o texto é escrito no papel. Ele tem características visíveis que conseguimos contar e organizar, como versos, estrofes, rimas e ritmo. Já a poesia é a arte de expressar sentimentos, emoções e pensamentos de forma criativa e subjetiva. Ela pode ser expressa em poemas, mas também em outras formas de arte, como música, dança ou até mesmo em uma pintura.

“Um poema é um momento de revelação, um grito do coração.” (Cecília Meireles)
A principal diferença é que o poema é um texto escrito, enquanto a poesia é a expressão artística em si. O poema é a forma, a poesia é o conteúdo.

“Um poema nasce do encontro entre o poeta e o silêncio.” (Octavio Paz)

“Poesia é o que se perde na tradução.” (Robert Frost)
A poesia pode ser expressa em diferentes formas de arte, e o poema é apenas uma delas. O importante é entender que a poesia é a essência, o sentimento, enquanto o poema é a estrutura que a contém.

“A poesia é a linguagem do coração.” (Fernando Pessoa)
Em resumo, o poema é o frasco, a poesia é o perfume. Você pode ter um frasco vazio (um poema sem graça) ou sentir o cheiro do perfume no ar mesmo sem ver o frasco (poesia na realidade).

Lições aprendidas:
– O poema é a estrutura, a poesia é a essência.
– A poesia pode ser expressa em diferentes formas de arte.
– O poema é a forma, a poesia é o conteúdo.
São Luís, 25 de janeiro de 2026.
José Carlos Castro Sanches.
É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

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