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Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

O PREÇO DA SOLIDÃO (Gregário ou Eremita Social) – Versão completa –

Por José Carlos Castro Sanches

Site: www.falasanches.com

Num mundo onde golfinhos protegem humanos e chimpanzés abraçam crianças, contrastam os atos de violência e abandono que nos assolam: filhos que maltratam pais idosos, mães que abandonam recém-nascidos, pais que agridem e humilham os filhos, parceiros que matam por amor. Ser humano é um paradoxo: a solidão é insuportável, mas a convivência é um desafio, um labirinto de emoções onde a harmonia é o maior teste. Ou me engano?

As vespas, as abelhas, as formigas, os cupins, os ratos, os ursos, os leões, os elefantes, os suricatas, os golfinhos, as baleias, as andorinhas, os gansos, as águias, os macacos… Enquanto os animais classificados como eussociais trabalham em sociedade, caracterizados por uma divisão de trabalho extrema, sobreposição de gerações e cooperação no cuidado com a prole.

“Não é a espécie mais forte que sobrevive, nem a mais inteligente, mas a que melhor se adapta às mudanças.” (Charles Darwin)

Esses animais formam “superorganismos” onde o indivíduo trabalha para o benefício da colônia. Os principais exemplos de animais com alto nível de organização social incluem: Formigas, abelhas, cupins, ratos-toupeira-pelados, vespas e camarões-de-estalo. Outros animais com forte cooperação social, como leões, elefantes, golfinhos e suricatas, priorizam a sobrevivência do coletivo, muitas vezes em detrimento da reprodução individual.

Mas dizem que os humanos são os seres com maior capacidade de interação em sociedade – porém tem algumas características que os tornam diferentes, tais como: a capacidade de pensar (usada para o bem e mal), o ódio, a soberba, a dificuldade de se relacionar com os opostos, a maldade no coração para prejudicar quem os incomoda, a ganância para buscar conquistar sozinho o que deve ser coletivo, a inveja para competir com quem tem algo a mais que ambiciona, a capacidade de se comunicar para fazer intrigas e fofocas, influenciar negativamente, criar situações para dificultar ou impedir o sucesso do outro, a intolerância, a indiferença, a falta de empatia e a busca incessante por poder e status.

“A sociedade é produzida pelas nossas necessidades e é mantida pela nossa dependência.” (David Hume)

A insensibilidade e a competição promovem a violência, guerra e divisão entre os povos, fortalecidas por ideologias, religiões, interesses políticos e econômicos. Isso nos leva a questionar: somos gregários ou eremitas sociais? O gregário busca a companhia dos outros, enquanto o eremita social prefere a solidão. Qual é o nosso caminho?

“O homem é um animal social, infeliz na solidão.” (William Gladstone)

Lições aprendidas: A violência e o abandono em nossos lares e sociedades são reflexos de uma crise mais profunda: a falta de empatia e a priorização do individualismo. Precisamos reconhecer nossas falhas e trabalhar para superá-las, focando em construir relações saudáveis e respeitosas, e trabalhando juntos para criar um ambiente mais acolhedor e solidário para todos, priorizando a cooperação e a empatia. Só assim podemos construir uma sociedade mais justa e harmoniosa, onde a convivência seja um ato de amor e não de sobrevivência.

São Luís, 31 de janeiro de 2026.

(OBS: Texto final revisado em 01.02.2026)

José Carlos Castro Sanches.

É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS31.01.2026. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.

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