Por José Carlos Castro Sanches
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“A perfeição é alcançada não quando não há mais nada a acrescentar, mas quando não há mais nada a tirar.” (Antoine de Saint-Exupéry)
Como está o seu negócio? A equipe está produzindo a todo vapor? Excedem a produção e vendas? E os resultados estão alinhados com a produção? Os clientes estão satisfeitos? As reclamações e os recalls são frequentes? Empregados satisfeitos com as premiações? O crescimento da empresa reflete a elevada produção? A liderança transmite confiança e reconhece o mérito de quem realmente merece?
Esses são apenas alguns questionamentos para induzir a reflexão sobre um fato inusitado ocorrido em 1981, na Toyota, Japão. A Toyota enfrentava um dilema interno. Algumas equipes batiam metas de produção com folga. Outras ficavam para trás. O caminho óbvio seria premiar quem entregava mais e pressionar quem entregava menos.
Mas, Taiichi Ohno, arquiteto do Sistema Toyota de Produção, fez o oposto. Ele começou a observar o chão de fábrica, as pessoas, não os números, e percebeu algo inquietante: as equipes “campeãs” escondiam problemas, pulavam etapas, ignoravam defeitos pequenos e empurravam falhas para o próximo turno. As equipes “lentas” faziam algo diferente: paravam a linha, puxavam o cordão andon e exibiam erros para todos verem. Pareciam piores, mas na prática, eram melhores.
Ohno tomou uma decisão radical: promoveu quem parava a produção e demitiu quem batia meta escondendo defeito. O choque foi imediato. Gerentes reclamaram, executivos questionaram. A carreira de Taiichi Ohno ficou em risco. Mas, os dados vieram depois: menos retrabalho, menos recall, qualidade superior e custos menores no longo prazo.
A Toyota entendeu algo que a maioria das empresas ainda ignora: o objetivo não é bater meta, é construir um sistema que não precisa de heróis. Quando você recompensa só o resultado, as pessoas escondem o caminho. Quando recompensa o processo, o resultado se sustenta.
É por isso que a Toyota virou referência mundial. Não por correr mais rápido, mas por parar quando todo mundo acelera. Nos negócios, o maior risco não é errar, é fazer parecer que tudo está funcionando.
A lição aprendida com a experiência de Taiichi Ohno na Toyota é clara: a verdadeira eficiência vem de um processo transparente e honesto, não de metas alcançadas à custa da qualidade. É hora de repensar nossas prioridades e valorizar aqueles que contribuem para um sistema mais robusto e sustentável.
“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.” (Charles Darwin)

Gramado, 19 de janeiro de 2026.
José Carlos Castro Sanches.
É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

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