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Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

LIVROS: PORTAIS PARA O CONHECIMENTO (Versão1)

Por José Carlos Castro Sanches

Site: www.falasanches.com

“A sabedoria é a única coisa que liberta o espírito das cadeias da ignorância.” (Marco Aurélio)

Em um dia qualquer da semana passada, a minha esposa recebeu a mensagem de um sobrinho: “Tia Socorro, o tio José Carlos quer adquirir o livro ‘Os Cem Melhores Contos do Século’? Estou vendendo por XR$?” Ela fez uma contraproposta e adquiriu a obra. Depois ele ligou novamente, tenho mais dois livros e um licor de chocolate: ‘Meditações’ de Marco Aurélio e ‘Os Melhores Contos’ de Lima Barreto. A Sra. tem interesse? Sim, apenas nos livros, o licor não. Passados alguns dias fomos a um encontro em família na residência do sobrinho e recebemos os livros. Detive-me inicialmente à leitura dos contos de Lima Barreto, seguido das Meditações de Marco Aurélio. Apaixonei-me pela leitura, ao tempo que precisei de um dicionário para esclarecer algumas palavras não muito comuns para um químico, tais como: sofismo, silogismo dentre outras. Um livro sempre nos confronta com novidades e leva-nos a buscar respostas para as indagações, é uma fonte de mistérios e conhecimentos, oásis no deserto, celeiro na frescura da noite que ensina, inspira, transforma, eleva a curiosidade e move a busca por respostas, motivo que me levou a escrever sobre o tema em questão. Desde tenra idade sou curioso e uma frase de Sócrates – registrada em uma placa na frente de uma casa na minha cidade Natal, Rosário – deixou-me a inquietação contínua e a busca incansável para saber o que não sei.

“A retórica é a arte de governar os espíritos.” (Platão)

O sofismo e o silogismo são dois conceitos fundamentais na filosofia e na retórica. O sofismo refere-se à arte de argumentar e persuadir, muitas vezes de forma enganosa ou manipuladora, enquanto o silogismo é um tipo de argumento lógico que utiliza a dedução para chegar a uma conclusão.

“Os sofistas são os mestres da ilusão.” (Aristóteles)

Embora o sofismo e o silogismo sejam conceitos distintos, eles têm um ponto de intersecção importante: a arte da persuasão. Os sofistas eram conhecidos por sua habilidade em argumentar e persuadir, muitas vezes utilizando técnicas de retórica para enganar ou manipular os outros. Já o silogismo, por outro lado, é uma ferramenta lógica que pode ser usada para construir argumentos sólidos e convincentes. 

“O silogismo é a espada da razão.” (Immanuel Kant)

No entanto, a história mostra que o sofismo e o silogismo também podem ser usados para fins nefastos. Os sofistas, em particular, eram conhecidos por suas promessas vagas e enganosas, que eram projetadas para manipular os outros e alcançar o poder. Isso é especialmente relevante na política, onde a retórica e a persuasão são fundamentais para o sucesso. 

“A política é a arte de parecer sincero e honesto, mesmo quando se está mentindo.” (Jean Giraudoux)

A análise do sofismo e do silogismo nos ensina a importância da crítica e da reflexão. É fundamental ser cético e questionar as afirmações e promessas que nos são feitas, especialmente quando elas parecem boas demais para ser verdade. Além disso, é importante lembrar que a lógica e a razão são ferramentas poderosas para construir argumentos sólidos e convincentes.

“Conhece-te a ti mesmo e não. E não te deixes enganar.” (Sócrates)

A lição aprendida com os sofistas é que a persuasão e a retórica podem ser ferramentas poderosas, mas também podem ser usadas para fins nefastos. É fundamental ser crítico e questionar as afirmações e promessas que nos são feitas, e sempre buscar a verdade e a justiça. 

“Só sei que nada sei.” (Sócrates)

São Luís, 10 de fevereiro de 2026.

José Carlos Castro Sanches.

É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS10.02.2026. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.

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