Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasanches.com

Quem não consegue ser feliz comendo arroz com feijão, não será feliz comendo picanha de Wagyu. Quem não é feliz chupando manga, não será feliz com musse de maracujá. Quem não é feliz estudando na escola pública, não será feliz na privada. Quem não é feliz na vida, não será feliz no circo. Quem não é feliz no namoro, não será feliz no casamento. Quem não é feliz na palafita, não será feliz no castelo. Quem não é feliz no barco, não será feliz no navio. Quem não está feliz na bicicleta, não será feliz em uma BMW. Quem não é feliz no Fusca, não será feliz na Ferrari…
A felicidade é um estado de espírito para ser feliz, não precisamos de absolutamente nada além de aproveitar intensamente cada momento. Experimentar a dádiva divina ainda que o avião não encontre espaço para pouso diante da instabilidade meteorológica. Vibrar com a confirmação da autorização para o pouso e agradecer a aterrissagem e equilíbrio do piloto durante a viagem, espera da hora certa e segura para planar a aeronave em solo. Gritar aleluia e glorificar a Deus. O pouso foi perfeito, traduz a felicidade: momento de alegrar-se, sentir-se em solo firme, reconhecer a habilidade do comandante, apesar da pista molhada e tempo chuvoso.
Assim, podemos concluir que a felicidade independe de bens materiais, de morar na cidade grande, do alimento mais caro, do melhor emprego, da casa na praia, da viagem de avião, da academia, da universidade, dos amigos ou familiares. Ela está dentro de nós, pode ser uma estrela que brilha, o calor do sol, o frio da Antártica, o peixe frito com farinha, o iate, a luxuosa mansão, o cordeiro ou o leão, a luz de vela ou o lampião, o caderno ou a folha de papel, o choro ou o sorriso, a flor ou o beija-flor, a lua ou o sol, o mel ou o fel, o papagaio ou o canário, a chuva ou o orvalho, o ipê ou o carvalho, o velho ou o pirralho, o livro ou o papiro, a cegueira ou a sabedoria, a luz ou a negridão…
A felicidade não passa de um instante em que o ser se encontra com o espírito em sintonia. É como uma sinfonia em que todos os instrumentos se afinam em perfeito equilíbrio harmônico para dar o tom indicado pelo maestro. Sendo que o maestro agora sou eu e você, que me lê, que decide que acorde será usado para atingir a epifania. Nesse momento, você e eu estaremos experimentando a felicidade que construímos juntos, enquanto o autor desta reflexão fazia sentir o brilho e a sutileza da escrita que transcende o papel, nos leva ao delírio num instante de felicidade.
Então, posso dizer que somos felizes a qualquer tempo e lugar, no tudo e em nada, porque ser rico não significa ter dinheiro e bens materiais, a riqueza de um homem não se pode medir – assim como a felicidade – portanto, a felicidade é ser rico de amor, solidariedade, generosidade, espiritualidade, comendo carne ou ovo, peixe ou salsicha, deitado na rede ou colchão, viajando num jumento ou avião, dançando o carnaval ou São João, no Rio de Janeiro ou Maranhão.

Lição: A felicidade é um estado de espírito que independe de bens materiais ou circunstâncias externas. É uma escolha que podemos fazer a qualquer momento.
Reflexão: “A verdadeira riqueza não está no que possuímos, mas no que somos capazes de apreciar e agradecer. A felicidade é a arte de encontrar a beleza em tudo o que nos rodeia.”
Escrito durante o voo 4753 – LATAM de
São Luís a São Paulo em 15 de janeiro de 2026.
José Carlos Castro Sanches.
É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

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