Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasanches.com

“O desapego é a chave para a paz interior.” (Steve Maraboli)
Ainda bem que não sou perfeito, sou apenas um eterno aprendiz. Das leituras diárias, tenho extraído revelações extraordinárias que me fizeram escrever sobre o tema em questão, que bateu forte em uma ferida que carrego: gostar de guardar coisas antigas e ter dificuldade de deixar ir objetos e bens que conquistei, o que me provoca incômodo pelo senso de acumular coisas com a ideia de serem usadas no futuro, associado ao sentimento de apego exagerado a pequenas coisas “supérfluas” que revelam a extrema importância que dou a elas.

Mas, algo importante está ocorrendo comigo: a capacidade de questionar essa prática e a coragem de expor a fraqueza. Identificar um problema e focar na solução é um passo importante para a mudança de atitude, hábito e comportamento, reconhecendo que é possível libertar-me do que não utilizo, livrar-me das amarras mentais e algemas que me aprisionam a elas, sem a expectativa de que possam ter utilidade futura.

Afinal, como reza o jargão: “A riqueza não é o que se tem, mas o que se é capaz de abrir mão.”
A experiência descrita abaixo sobre uma senhora anônima me fez refletir sobre a ânsia infundada pelo “supérfluo”. Eis o relato fidedigno da vida de uma acumuladora contumaz, capturada por um atento observador:
“Ela não estava falando de dinheiro. Pobreza real não é bolso vazio. É uma casa cheia de “talvez um dia”, “vou guardar”, “só por precaução”. Seu ambiente revela o quanto você acredita que merece.
“Não é o que você tem, é o que você faz com o que você tem.” (Lou Holtz)
Ela mostrou um apartamento bonito, limpo, pronto para o Instagram. Mas nos detalhes havia outra história: um diploma esquecido, vitaminas vencidas, objetos antigos sem uso. Tudo dizia a mesma coisa: “Meus melhores dias já passaram.”
Então ela falou algo simples: “Abra sua carteira. Quero ver como você se trata.” Uma carteira rasgada. Recibos velhos. Planos que nunca saíram do papel. “Isso é modo sobrevivência”, ela disse. “Não é abundância.”
Bagunça não é sujeira. É decisão adiada. Energia presa. Medo de soltar versões antigas de si mesmo. O ambiente manda um recado silencioso ao cérebro: “A vida é instável. Não se expanda.” E o crescimento trava.
“A riqueza é um estado de espírito, não um estado de posse.” (Zig Ziglar)
Ela mostrou outra imagem: copos baratos, caneca lascada, coisas quebradas usadas todos os dias. E disse: “A riqueza não mora só em poupar. Ela mora em como você trata sua rotina.

“A verdadeira riqueza é a capacidade de viver com pouco.” (Lao Tzu)
Após um divórcio, uma mulher jogou fora tudo que carregava dor. Comprou uma xícara de café cara. Não para ostentar. Mas para lembrar, toda manhã: “Eu mereço dias bons.”
“A verdadeira riqueza é a liberdade de não precisar de nada.” (Epicuro)
Três semanas depois, um grande cliente voltou após dois anos. Coincidência? Ou alinhamento? Outro homem disse: “Minha bagunça é criativa.” Ela respondeu: “Bagunça é o que criamos quando evitamos encarar quem somos.” Ele organizou tudo. Uma semana depois, finalizou um projeto adiado há dois anos. Clareza vem depois da ordem.

“O desapego é a libertação do medo e da ansiedade.” (Alan Watts)
A maioria das pessoas não está quebrada. Está presa a identidades antigas. Casas construídas em torno do medo. E medo nunca constrói riqueza.
“A riqueza é um meio, não um fim.” (Aristóteles)
Ela encerrou assim: “Não peça dinheiro antes de aprender a sustentar alegria.” Porque, se o prazer gera culpa, a abundância assusta. Riqueza não começa com números. Começa com dignidade no dia a dia. Segurança emocional. A crença de que você merece mais.

“A riqueza não é medida pelo que se tem, mas pelo que se dá.” (Benjamin Franklin)
Antes de buscar mais:
– Organize seu ambiente.
– Melhore algo que você usa todos os dias.
– Solte o que carrega energia antiga.
Construa uma casa que sussurre: “Estou pronta para o próximo nível.”
“O desapego é a chave para a felicidade.” (Eckhart Tolle)

Lições aprendidas:
– O desapego é uma forma de liberdade.
– A riqueza não é medida pelo que se tem, mas pelo que se é capaz de abrir mão.
– A organização e a ordem podem trazer clareza e crescimento.
São Luís, 26 de janeiro de 2026.
José Carlos Castro Sanches.
É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS26.01.2026. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.
