Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasanches.com

“O carnaval é a festa da liberdade, a liberdade de ser quem você quer ser.” (Jorge Amado)
Em 1982, a cidade de Rosário tinha dois clubes: das mães e dos pais, onde ocorreram festas carnavalescas e eventos musicais por décadas. À época, durante os carnavais aqueles clubes eram cobiçados pelos foliões, atingindo o ápice da glória realizando matinês, vesperais e bailes carnavalescos – a competição era acirrada entre os clubes – a dúvida reinava entre os dançantes na melhor expectativa da escolha para pular e dançar no carnaval.

“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.” (Jorge Ben Jor)
Eu tinha mais inclinação para o clube dos pais, onde a animação era garantida. Foi durante um vesperal naquele clube no referido ano que conheci a minha amada esposa Socorro Sanches. Dali em diante não tive mais a mesma vibração para brincar nos carnavais. Aquele encontro foi transformador para as nossas vidas.

“Um encontro é um momento em que dois mundos se cruzam e se fundem.” (Paulo Coelho)
Voltamos para São Luís e nos reencontramos, namoramos na Praça Gonçalves Dias e nos casamos no dia 19 de abril de 1984, dois anos depois que havíamos nos conhecidos. Ela era professora, eu estudante, depois crescemos juntos em família com três filhas e profissionalmente ela coordenadora do Colégio Batista Daniel de La Touche, hoje aposentada e eu professor da SEDUC, supervisor de SSMA da Alumar e atualmente consultor de SSMA da BPSE, escritor, cronista, comunicador, trovador e poeta.

“A vida é uma festa, e eu estou convidado.” (Gilberto Gil)
Nós crescemos em famílias equilibradas e virtuosas, de pais amáveis e responsáveis onde predominavam a ética, o respeito, a integridade, responsabilidade, honestidade com foco na educação, conhecimento, crescimento pessoal, profissional e fortalecimento dos laços familiares. Ela protestante, eu católico – depois passei a acompanhá-la – hoje somos dois em um, com três filhas, um filho, cinco netos, e três genros.

“A virtude é a base da felicidade.” (Aristóteles)
Eu gostava de brincar no carnaval com moderação, sem abusar das oportunidades, sempre com muita responsabilidade, especialmente com a saúde.

“O carnaval é a liberdade de ser quem você quer ser, por um dia” (Caetano Veloso)
Eu nunca me embriaguei, tampouco usei drogas ou me expus a condições que pudessem oferecer risco à minha integridade física e à minha conduta. Jamais iria macular a minha imagem e dos meus pais.

“As boas condutas são o reflexo da educação recebida” (Confúcio)
Como disse recentemente em um encontro de amigos – só não gostava da Quarta-Feira de Cinzas porque tinha um sentimento de vazio – isso de certa forma me limitava porque eu não queria ter aquela sensação de felicidade extrema nos dias de carnaval para ficar triste e deprimido na quarta-feira, talvez esse tenha sido o principal motivo da minha posterior rejeição a essa festa popular – que passei apenas a observar de longe, sem mais vestir o fofão, as fantasias, e, sair nos blocos dos amigos.

“A vida é uma grande festa, e o carnaval é a sua maior expressão.” (Chico Buarque)
Portanto, como gostei da folia e nela conheci a mulher da minha vida, mãe dos meus filhos, amiga, companheira e parceira de todas as horas – não tenho nada contrário a quem gosta da festa e brinca com responsabilidade – até acho que tem o tempo para tudo e enquanto nos sentirmos felizes e realizados com o que fazemos devemos viver intensamente o presente.

“Um encontro feliz é aquele que nos faz sentir vivos.” (Clarice Lispector)
Para aqueles que preferem aproveitar o período momesco para descansar, namorar, passear, viajar ou participar de um retiro para refletir sobre a vida e fortalecer a espiritualidade que o façam com respeito e empatia aos que agem de maneira diferente, afinal o que importa é ser feliz.

“O respeito é a base da empatia.” (Dalai Lama)
No carnaval ou no silêncio, no clube ou na igreja, na Sapucaí ou no convento, na Ferrari ou no jumento… No ócio ou no movimento, sem lenço e sem documento. Viva o Carnaval, viva o amor e a alegria.

“O carnaval é a festa da vida, e a vida é uma grande festa.” (Tom Jobim)
Aprecie a beleza da vida com intensa vibração, entusiasmo e magia. Enquanto eu viajo a Imperatriz com minha amada e minha filha Fabielle Sanches, sinto saudade da Ilha magnética e encantada abrilhantada pelos blocos tradicionais, fofões e variadas fantasias. Uma tradição que se renova a cada ano na Cidade dos Azulejos – São Luís do Maranhão.

“O Carnaval de São Luís é a poesia da cidade, é a dança que se escreve no ar.” (Ferreira Gullar)
O que me traz à memória os bons tempos de criança, da juventude, dos carnavais de outrora, do primeiro encontro com a minha amada esposa Socorro Sanches, a quem dedico está crônica, onde sobrava vitalidade e esperança e o amor era o rei, de um passado feliz e brilhante florescem as belas lembranças. Que Deus seja louvado!

“A memória é a guardiã da alma” (Cícero)
São Luís, 13 de fevereiro de 2026.
José Carlos Castro Sanches.
É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS13.02.2026. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.





