Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasanches.com

“A justiça é a verdade em ação.” (Joseph Joubert)
Neste Dia de Reis quero levá-lo a uma reflexão sobre a importância da justiça imparcial e os perigos da parcialidade no julgamento. Será que um juiz pode ser influenciado por interesses pessoais ou ideológicos a ponto de suas decisões contrariarem as leis deliberadamente? Levando-o a ações persecutórias, em detrimento de interesses particulares?
O que poderia levar um julgador a perder o senso de humanidade? Seria justo usar o poder da toga para humilhar e sacrificar oponentes? Fazer uso de estratégias e meios ilícitos para em nome da justiça eliminar opositores? Se as mesmas suspeitas e acusações fossem direcionadas aos seus parceiros haveria o mesmo tratamento e aplicação do rigor da lei? Ou a justiça é seletiva?
“Aprenda a fazer o bem, busque a justiça, socorra o oprimido, defenda o órfão, pleiteie a causa da viúva.” (Isaías 1:17)
A justiça, quando cega pela paixão ou pelo interesse, pode se tornar uma ferramenta de opressão, em vez de proteção. É como se o julgador, ao abdicar da imparcialidade, se tornasse um carnífice, sacrificando a verdade em nome de uma causa.
“O Senhor ama a justiça e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre, mas a descendência dos ímpios será desarraigada.” (Salmo 37:28)
Existe um limiar sensível entre a justiça e a maldade, por vezes difíceis de ser percebido, entretanto quando quem detém o poder do julgamento dá-se ao direito de agir com parcialidade e absoluto desprezo ao condenado, abdicando do senso de justiça por questões políticas, ideológicas ou intrigas pessoais, evidencia o caráter persecutório da ação.
Os homens considerados mais justos da Terra podem variar dependendo de critérios culturais, religiosos e filosóficos. No entanto, certas figuras históricas e religiosas são amplamente reconhecidas pela sua integridade inabalável, compromisso com a justiça e ações morais exemplares. Alguns dos homens mais proeminentes frequentemente citados como exemplos de suas ações, dentre elas algumas figuras históricas de destaque: Mahatma Gandhi, Nelson Mandela, Abraham Lincoln, Oskar Schindler. Em contextos religiosos, particularmente no cristianismo e judaísmo, figuras como Noé, Daniel e Jó são frequentemente citadas como exemplos de retidão. Com esses atributos eles validam a premissa de Cícero, ao afirmar que, “A justiça é a rainha das virtudes, e a que dá o tom a todas as outras.”
A verdadeira justiça não é apenas aplicar a lei, mas também garantir que a dignidade humana seja respeitada. Quando isso não acontece, a linha entre a justiça e a maldade se torna tênue, e toda sociedade é afetada. Sendo a justiça um reflexo da sociedade que a aplica: Seria o juiz um semideus capaz de decidir quem deve ser sacrificado em nome dela? Ou Aristóteles estaria contrariando a verdade ao dizer: “A justiça é a base da sociedade.”
O que esses homens diriam sobre aqueles que se dizem defensores da justiça e agem com senso de vingança e parcialidade? Provavelmente, eles diriam que a justiça deve ser imparcial, compassiva e respeitosa da dignidade humana. Se queremos uma justiça justa, precisamos começar por ser justos.
“Não julgueis, para que não sejais julgados.” (Mateus 7:1)
Tutóia, 06 de janeiro de 2026.
José Carlos Castro Sanches.
É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.
NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS06.01.2026. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.
