Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasanches.com

“A angústia é a resposta humana à ameaça de perda, à ameaça de não ser.” (Irvin D. Yalom)
A angústia é uma sombra que se esgueira pelos rios do inconsciente, revelando-se em momentos inesperados. Foi assim que a vi, no silêncio do sono, quando meu amigo emergiu das águas, trazendo consigo a marca da finitude. Seu olhar profundo e corpo abatido eram o eco de uma dor ainda não nomeada. Ao despertar, a imagem persistia, como um alerta urgente da alma.

“A angústia é a disposição em que se encontra o ser para o nada, que o oprime e o envolve.” (Martin Heidegger)
A sincronicidade se fez presente quando o telefone tocou, confirmando o que o espírito já havia pressentido: a angústia havia se instalado nele. Mas o que é essa angústia? É o abismo entre o que somos e o que sentimos que estamos perdendo, um “estreito” que nos faz sentir sem espaço vital, onde o ar parece não bastar.

“A angústia é a experiência da liberdade, a liberdade de escolher, a liberdade de ser.” (Søren Kierkegaard)
Ela brota da incerteza, do excesso de futuro ou das feridas mal curadas do passado, quando o corpo e a mente deixam de falar a mesma língua. E se ignorada, a angústia consome a carne, apaga o brilho dos olhos e transforma o vigor em fragilidade.

“A angústia é a dor da alma que se sente perdida, que se sente sem rumo.” (Jean-Paul Sartre)
Mas há um caminho para a cura: olhar para o espelho, cuidar da saúde física e mental com a mesma intensidade, pois são vasos comunicantes. O tratamento passa pela escuta de si mesmo, pela pausa necessária e pelo compartilhamento do fardo.

A intuição é uma ponte, um fio invisível que nos conecta. A verbalização cura, falar sobre a dor é o primeiro passo para expulsá-la. Equilíbrio é sobrevivência, a saúde é um estado de harmonia. E a presença é remédio, saber que não se está sozinho no “estreito” da vida torna a travessia menos assustadora.

Ao meu amigo, que este relato seja o abraço que o sonho antecipou. Reconhecer a angústia é o primeiro ato de cura. Estou aqui, com as mãos estendidas, para segurar as suas mãos e caminhar ao seu lado nesta jornada de recuperação. Conte comigo para o que for preciso.

“O maior inimigo da angústia não é a razão, mas a coragem de enfrentá-la.” (Viktor Frankl)
São Luís, 21 de fevereiro de 2026.
José Carlos Castro Sanches.
É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.
Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.
NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS21.02.2026. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.