Por José Carlos Castro Sanches

Neste 07 de outubro de 2020, tive um encontro recheado de boas dicas e orientações literárias, acadêmicas e profissionais. O casal anfitrião Ceres Costa Fernandes e Antônio Carlos Dias me recebeu com alegria e entusiasmo visto em poucos, demonstravam satisfação e interesse genuíno em compartilhar experiências, conhecimentos e ouvir com atenção o que tinha a dizer-lhes.

Ceres, na mitologia romana, equivale à deusa grega Deméter, filha de Saturno e Cibele, amante e irmã de Júpiter, irmã de Juno, Vesta, Netuno e Plutão e mãe de Perséfone com Júpiter.
É considerada a deusa protetora da agricultura, também apontada como deusa da fertilidade, protetora dos animais, deusa das plantas que brotam (particularmente dos grãos) e do amor maternal. A deusa era personificada e celebrada por mulheres em rituais secretos no festival de Ambarvália, em maio. Existia um templo dedicado a Ceres no monte Aventino em Roma.
Ceres vai até o fim para alcançar objetivos, desistir não costuma ser palavra usada por ela, remete a uma menina cheia de coragem, que luta com garra para chegar ao propósito, pode até sentir temor quando precisa assumir uma decisão difícil, sem deixar que esse fator impeça de alcançar os sonhos. A inteligência, versatilidade e independência são também pontos fortes, tomando cuidado com a impulsividade para não afetar os resultados desejados.
Estava eu ali, diante da Deusa Ceres. Ao chegar na sua residência ela me apresentou o jardim florido que ornamenta a frente do seu apartamento, passamos nas roseiras e arbustos que desabrochavam flores vermelhas e amarelas, para nos mostrar que ali naquele lar doce lar havia sangue na veia, amor, esperança, aroma, néctar, benção e sabedoria divina, tudo junto e misturado com a felicidade que transbordava em nossos corações naquele momento único de simpatia e acolhimento.

O jardim é o seu refúgio e fortaleza, lugar para recarregar as energias conversando com as plantas, acariciada pelo vento que sopra do mar em direção à varanda, que recebe também o sol de leste a oeste e a lua ao anoitecer.

Dedicamos quase duas horas conversando sobre assuntos diversos, literatura, livros, pessoas ilustres que contribuíram e contribuem para o aprimoramento da arte literária em nosso estado.
Da varanda Ceres apontou para a cidade de São Luís que visualiza sobre as edificações que separam o seu recanto poético da histórica e bela cidade dos azulejos, ilha dos amores, outrora Athenas Brasileira atual Patrimônio Cultural da Humanidade, onde canta o sabiá e dançam os bois de orquestra, matraca, zabumba, costa de mão, baixada… Maracanã, Maioba, Santa Fé, Rosário, Morros e Axixá, dentre outros que não os posso contar.
Nós vimos os navios na espera para atracar no Terminal Marítimo da Ponta da Madeira – Vale, Porto do Itaqui e o Porto da Alumar, contemplamos a baía de São Marcos na direção do Boqueirão e a paisagem magnífica que se abre no horizonte belo, naquela privilegiada vista, também prestigiamos as edificações que rodeiam a morada dos Dias Fernandes ou Fernandes Dias, como queiram.
Depois de sorver um delicioso suco de maracujá, contei um pouco da minha história, apresentei os meus livros, produções e publicações no site falasanches.com e Fala, Sanches (Facebook), apontamentos, falei dos sonhos, dos objetivos e da minha determinação para alcançá-los. Quando ela me disse que eu era prolífico, após perceber a volumosa produção que apresentara, ao todo dezesseis livros, destes três impressos; três no prelo na Editora Filos em São Paulo, em breve nas livrarias e dez encadernados em processo de revisão e diagramação.

Ao ser percebido como um autor prolífico, excessivamente produtivo. Fiquei feliz pelo reconhecimento e pela coincidência com os comentários que recebi durante as visitas a Lourival Serejo, Carlos Gaspar, Ana Luiza Ferro, Lino Moreira e Elsior Coutinho, endossada pela ilustre literata Ceres Costa Fernandes – Membro Efetivo da Academia Maranhense de Letras – AML, ocupante da Cadeira 39, patroneada por Augusto Olímpio Viveiros de Castro. Escritora com relevantes serviços prestados à literatura ludovicense, maranhense, brasileira e além-fronteiras.
O cortês anfitrião Antonio Carlos Dias que nos acompanhava atento, sempre contribuía com boas orientações e comentários, disse-me para manter o entusiasmo ao falar do meu trabalho. Certamente percebeu o prazer e orgulho que sinto ao discorrer sobre literatura, livros, leitura e escrita. Algo que transcende o meu entendimento.
Presentei dois livros para o casal: A Jangada Passou para Ceres Costa Fernandes e Colheita Peregrina para Antonio Carlos Dias, destaco a gentileza e generosidade do casal durante a rápida estada.
O gentil Antonio Carlos, homem vindo de Itu, se estabeleceu em nossa capital, à qual passou a adotar com sua, contou-me das suas experiências, aconselhou-me com sábias palavras e por fim sugeriu que se eu tivesse a oportunidade, fizesse um Curso de Teoria de Literatura, na UFMA, onde ele e a esposa Ceres, hoje aposentados, foram professores. Ele professor de Sociologia e Antropologia e ela de Inglês, História da Literatura, Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa do Curso de Letras.
Ceres me presenteou com o livro: “O Narrador Plural na obra de José Saramago”, 2ª Edição – 2003, de sua autoria. Apresentou também, mais de uma dúzia de publicações, além de inúmeras citações de outros livros publicados de contos, poemas, crônicas, artigos acadêmicos, dentre outros.

Assim encerramos o nosso maravilhoso encontro certo de que foi apenas o início de uma longa história. Nada ocorre por acaso, cada novo momento contribui para o engrandecimento e aprimoramento do conhecimento, das relações interpessoais e sobretudo da amizade.
Reconhecendo o meu limitado saber, com humildade como disse Sócrates: “Só sei que nada sei” por isso me dedico a aprender com os sábios, ao invés de ficar parado no tempo aguardando a hora da partida, somos aquilo que acreditamos. Quem planta amor colhe gratidão. Afinal, tudo é temporário. A vida é justa para quem age com justiça e acredita nela.

A felicidade é uma escolha e exige determinação e trabalho árduo, eu escolhi ser feliz; quero tratar os outros como trato a mim mesmo, certo de que esse é o melhor caminho para o sucesso. Acredito que a família e os amigos são o meu maior patrimônio, assim como, tem coisas que não importam, o que importa é ser feliz.
A vida não é muito longa por isso devemos arriscar mais. Com esse propósito me deleito na missão de buscar uma oportunidade, na firme convicção de que sou mais que vencedor e desfrutarei de futuras possiblidades na Academia Maranhense de Letras – AML, onde aprofundarei o vernáculo e poderei dar a minha contribuição para o desenvolvimento da literatura brasileira.
Quero caminhar entre flores e espinhos, livrando-me destes, para tornar-me cada vez mais forte e enfrentar as adversidades com bravura; inalar o aroma e apreciar a beleza das rosas e flores, o canto dos pássaros, o movimento das ondas do mar, o vento que sopra para abrandar a minha ansiedade, trazendo a paz, elevando o astral para me permitir pular, cantar e dançar livremente pelas ruas da querida ilha de Upaon-Açu; berço de poetas, cronistas, escritores, artistas, intelectuais e imortais com a envergadura da nossa querida confreira Ceres Costa Fernandes a quem dedico com carinho esta crônica.

Meu muito obrigado e forte abraço ao generoso casal. Guardarei comigo os conselhos, ensinamentos e recomendações. E seguirei a vida caminhando entre novos amigos, flores e rosas nos jardins floridos frente ao mar, rios, lagos e lagoas, entre a terra e o céu, com o sol instigante, a lua serena e as estrelas brilhantes, conduzidas pelos reis magos da literatura. Deus seja louvado!
São Luís, 07 de outubro de 2020.
José Carlos Castro Sanches
É químico, professor, escritor, cronista e poeta maranhense.
Membro Efetivo da Academia Luminense de Letras – ALPL

Autor dos livros: Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; No Fluir das Horas é tempo de ler e escrever, A Vida é um Sopro, Gotas de Esperança e outros nove livros inéditos.
Visite o site: falasanches.com e a página Fala, Sanches (Facebook) e conheça o nosso trabalho como escritor, cronista e poeta.
Adquira os Livros da Tríade Sancheana, composta pelos livros: Colheita Peregrina, Tenho Pressa e A Jangada Passou, na Livraria AMEI do São Luís Shopping ou através do acesso à loja online www.ameilivraria.com.
NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS07.10.2020. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual amparado pela lei nº 9.610/98 que confere ao autor Direitos patrimoniais e morais da sua obra.