Por José Carlos Castro Sanches
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Do ventre fértil do meu bem-amado,
Três filhas de um amor que se propaga!
No meu dia feliz, a dor se apaga,
Pois sinto um bem maior, abençoado.
Bastava a prosa no modo singelo,
A mesa simples, a alma generosa,
O vinho a transbordar na taça rosa,
No abraço de família o mais belo.
Mas vinha a luz sutil da aura pura,
Ao som do violino em tom sereno;
Um maître a nos servir com ar ameno:
Cuxá, feijão e a carne em fartura.
Nós cinco no banquete em harmonia,
Gostoso peixe frito em comunhão.
Pantera, águia e condor no coração,
Protejo este ninhal com alegria.
Borbulhas de amor para me encantar,
Momento épico de amor e poesia;
Ao Eterno Deus Pai vou consagrar
A música, a luz, o mar e a maresia.
Ser pai é dom divino e soberano,
A bênção que vos dou vem lá do alto.
Em decassílabo e sem sobressalto,
Consagro nosso amor no altar humano.
São Luís, 09 de agosto de 2026.
Direitos reservados ao autor:
José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.

