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Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

A LUA CHEIA, O SOL NASCENTE E EU

Por José Carlos Castro Sanches

Site: www.falasanches.com

“A inspiração é o despertar da inteligência de um espírito em contato com o infinito.” (Victor Hugo)

O avião surfava no ar, acima das nuvens, naquela manhã de 1º de junho de 2026. Nossa comitiva de maranhenses partira de São Luís com destino a São Paulo, de onde, horas depois, seguiríamos para João Pessoa, na Paraíba, para participarmos do II CONAMBRAS. De um lado da janela da aeronave, no assento 12F, voo 1567, eu espiava, às 06h33, a lua cheia; do outro, flertava, pelas brechas da cabine, com o sol nascente. Era o raio solar de um lado e o luar do outro. Eu não conseguia compreender o que aqueles astros pretendiam me revelar; só sabia que estava imerso entre duas grandezas, diante de uma visão de beleza exuberante, onde o reflexo da luz solar sobre as nuvens — que pareciam algodão-doce — criava um espetáculo inefável.

“Viajar é trocar a roupa da alma.” (Mário Quintana)

A aeronave balançava suavemente, como se dançasse para agradecer pelo novo dia, enquanto a pena sorrateira deste cronista se deleitava na escrita, ansiando por compartilhar esse presente divino com meus leitores. Se a lua, o sol, as nuvens e a imensidão do horizonte se uniam a mim e à minha esposa e companheiros de viagem para juntos, voarmos sobre o mundo, o que mais poderíamos querer senão eternizar aquele instante de plenitude e comunhão com o cosmos?

“O sol nasce para todos, mas a lua é a inspiração dos que sabem ver a noite no meio do dia.” (Fernando Pessoa – adaptado)

Eu experimentava a sensação de um mar sem fim no imaginário das nuvens. Ah, se não fosse o sol, que agora tomava posse do meu universo! E a lua, que até pouco tempo via amarela, agora estava branca, tão branca quanto a neve que desenhava as nuvens; talvez ela fosse o símbolo da paz, dizendo-me um “até logo”. Ao mesmo tempo, interrogava-me: por que percebo tamanha beleza enquanto os outros repousam? Por que escrevo exatamente quando a lua embranquece? Por que o sol renasce todos os dias, enquanto eu nasci apenas uma vez?

“O voo é a prova de que a liberdade é um estado de espírito que o céu nos permite visitar.” (Antoine de4 Saint-Exupéry)

O que me faz sentir o brilho, ouvir a luz e visualizar os astros com o olhar de poeta? O que me move a degustar o doce das nuvens que flutuam sem destino e a aspirar o perfume do girassol, que se alegra com o raio luminoso do astro-rei? Eles me tocam como o menino que, ontem, dedilhava o violão ao completar oito anos de idade, exercitando o maravilhoso dom que Deus lhe deu, sem cobrar nada em troca. Apenas toque para ser tocado, observe para ser abençoado, enquanto eu escrevo para eternizar uma nova história. Voando sobre as nuvens, entre a terra e o céu, a lua e o sol. Que Deus seja louvado!

Do alto de São Paulo, viajando de avião em 01 de junho de 2026.

Direitos reservados ao autor:

José Carlos Castro Sanches.

Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e promotor cultural.

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