Por José Carlos Castro Sanches
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“Depois de certo tempo, percebi que a fantasia é um modo de ver a realidade com mais clareza.” (Jorge Luis Borges)
A Equação do Sonho é um sistema dinâmico, composto por inúmeras variáveis complexas que desafiam a lógica cartesiana. Ela é intercalada por uma infinita linha imaginária, um espectro onde vibram todas as ondas sonoras, todos os flashes de luz, todas as frequências de calor; é onde uma constelação de estrelas, luas e sóis se comunica por meio de números universais.
“A matemática é a linguagem com a qual Deus escreveu o universo.” (Galileu Galilei)
Nessa mecânica celeste, vértices, ângulos, números irracionais como o pi, a álgebra, a aritmética e as integrais interagem aleatoriamente. É desse caos ordenado, onde números e letras se fundem, que nascem os poemas, as crônicas, os contos e as trovas. No imaginário das galáxias, surge o Verbo — entidade que é, simultaneamente, criador e criatura, problema e solução, dúvida e resposta.
“O que é real, afinal? Se você está falando sobre o que pode sentir, cheirar, provar ou ver, então ‘real’ são simplesmente sinais elétricos interpretados pelo seu cérebro.” (Morfeu – Matrix)
No âmago desse imaginário, as ideias saltitam e os sonhos ganham densidade. A criatividade se expande como uma nebulosa em constante colapso e renovação, e a equação, enfim, se resolve. A solução para a Equação do Sonho não reside num número exato ou numa fórmula estática, mas na beleza da sua própria incompletude. É uma solução mágica, poética e inefável: a equação se resolve no momento exato em que percebemos que o sonho nunca será real — ele é algo muito maior, pois é a centelha que nos permite criar a nossa própria realidade. O sonho é o infinito que habita o finito, a prova de que a vida, tal qual a arte, é uma equação que só faz sentido quando nos permitimos não a resolver, mas a viver.
“A imaginação é mais importante que o conhecimento.” (Albert Einstein)
São Luís, 19 de maio de 2026.
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José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e promotor cultural.