Por José Carlos Castro Sanches
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Quando o humor desanda,
Verso ao avesso explode.
Sinfonia vira banda,
Vulcão interno eclode.
Sangue rude se agita,
Pressão sofre aumento.
Corpo insano grita,
Mente gera sofrimento.
Pensamento se entoca,
Escuridão vira tormento.
Não sabe que instrumento toca,
Recolhe-se ao aposento.
Sol esconde seu brilho,
Relógio parece lento.
Trem descarrilha do trilho,
Cabeça tem peso da ira.
Corpo padece insólito,
Consciência suspira.
Vida sem propósito,
Mundo loucamente gira.
Confiança no outro expira,
Trovador perde a lira.
Verve do poeta definha,
Amor e ódio se confundem.
Luz da inspiração escorre,
Dor e sono se iludem.
Mas a esperança não morre,
Renasce na próxima linha.
São Luís, 19 de maio de 2026.
Direitos reservados ao autor:
José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e promotor cultural.
