Por José Carlos Castro Sanches
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Ei, me diga, com certeza,
Aonde está tua nobreza?
No seio, nas nádegas, na face?
Não, não, Maria, Tereza, Josefa…
Tens algo além do supérfluo:
O sorriso, a plenitude, a sabedoria,
A beleza guardada no íntimo,
O que está escondido, resguardado, sagrado.
És a semente, o fruto, a bússola,
Pode ser sol e lua, estrela já és;
Perfeita e luminosa diva,
Perfumada, mágica, gloriosa e virtuosa.
És mulher, assim sempre será,
Vitória, Marta e Juvência a encantar,
Raio de luz que brilha,
Brilha e brilha a nos iluminar.
Tens o dom do amor, a vocação do paraíso,
A força do mar e o sopro da eternidade;
Nunca esteja só, viva o teu riso,
Ria, feliz, na luz da noite e do dia, em liberdade.
Mãe, mulher, moça, menina…
Com a obstinada voz de profetisa,
Guardas a singeleza tão concisa:
É terna bênção a tua sina.
São Luís, 30 de maio de 2026.
Direitos reservados ao autor:
José Carlos Castro Sanches.
Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e promotor cultural.
