1236657.1677ed0.a1d49e5be45046c98447636dfa3d9e34
Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

A GEOMETRIA SECRETA DO ABRAÇO  (Dia do Abraço – 22 de maio) 

Por José Carlos Castro Sanches 

Site: www.falasanches.com

“Um abraço é um aperto de mão vindo do coração.” (autor desconhecido)

O abraço é a única equação que a matemática nunca conseguiu resolver. Porque ele soma sem diminuir, multiplica sem dividir e, no instante em que dois corpos se encontram, o resultado é sempre maior que a conta.

“Abraçar é dizer com o corpo aquilo que as palavras não alcançam.” (Martha Medeiros)

Há abraços que são casa. Você entra, fecha a porta do mundo e ali dentro cabe inteiro, com todas as suas bagunças, medos e sonhos mal dobrados. Há abraços que são ponte. Atravessam o rio da distância, ligam margens que o tempo teimou em separar, e fazem do peito um território sem fronteiras.

“O abraço é a mais perfeita demonstração de amor entre dois corpos.” (Mário Quintana)

O abraço não pede licença nem marca hora. Ele chega quando a palavra tropeça, quando o silêncio pesa, quando a lágrima decide que é hora de escorrer. É verbo mudo que diz tudo: “estou aqui”, “vai passar”, “você não está só”.

Repare: para abraçar, a gente precisa fechar os olhos. É o corpo dizendo que confiança não se enxerga, se sente. Os braços desenham um círculo e, por alguns segundos, o universo inteiro cabe naquela volta. O coração bate encostado no outro e, nesse código secreto, eles combinam um novo ritmo. Dois relógios viram um só.

“Abraços são a linguagem universal da alma.” (Paulo Coelho)

Há o abraço de urso, que esmaga a saudade. O abraço de lado, cúmplice de riso na foto. O abraço de chegada, que desmancha aeroportos. O abraço de despedida, que segura o mundo para ele não girar tão rápido. E tem o abraço que damos em nós mesmos, quando a vida aperta e a gente vira o próprio abrigo.

No dia 22 de maio, o calendário nos lembra: abraçar é urgente. Não é enfeite de data comemorativa. É remédio sem bula, terapia sem divã, feriado que a gente decreta no meio da terça-feira. Abraçar cura dor que médico não vê e conserta dia que amanheceu torto.

“Milhões e milhões de anos, e ainda assim não dá tempo suficiente para descrever aquele pequeno instante de eternidade quando você me abraça.” (Jacques Prévert)

O curioso é que abraço não gasta. Quanto mais a gente dá, mais tem. É economia invertida: o único bem que aumenta quando é dividido. Não pesa na mala, não precisa de embrulho, não tem garantia estendida. Funciona sempre.

Hoje, experimente. Abrace demorado. Abrace sem motivo. Abrace quem está perto e mande um abraço-telegrama para quem está longe: ele chega. Abrace o filho, o amigo, o porteiro, a mãe, o cachorro, a vida.

Porque no fim, quando as palavras falharem e os anos passarem, o que vai ficar na memória da pele é isso: a geometria secreta de dois braços que disseram “fica bem”, sem dizer palavra nenhuma.

“Nós precisamos de 4 abraços por dia para sobreviver. Precisamos de 8 abraços por dia para nos manter. Precisamos de 12 abraços por dia para crescer.” (Virginia Satir)

E se alguém perguntar para que serve um abraço, responda simples: serve para lembrar que a gente é humano. E que ser humano, no fundo, é só isso — alguém com espaço sobrando no peito, esperando outro alguém chegar.

“Às vezes um abraço é tudo o que precisamos para nos sentirmos em casa novamente.” (Charles Chaplin)

São Luís, 22 de maio de 2026.

Direitos reservados ao autor: 

José Carlos Castro Sanches.

Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e produtor cultural.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *