Por José Carlos Castro Sanches
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“A literatura é o modo mais profundo de estarmos uns com os outros.” (Valter Hugo Mãe)
A Atenas Brasileira, São Luís do Maranhão, esteve em festa na Academia Maranhense de Letras no dia 07 de abril de 2026. A pujança literária, aliada ao apego dos ludovicenses às letras, foi posta à prova diante dos escritores Valter Hugo Mãe e Ignácio de Loyola Brandão. Diante do auditório completamente lotado, os participantes, extasiados nas cadeiras, no chão e em pé, aplaudiam os notáveis literatos a cada fala. De todos os encontros que participei naquela instituição, nunca antes havia me deparado com tamanha plateia ávida pela “palavra”. Em toda a minha história envolvendo a AML, nunca senti tanto brio justificando o sucesso e a participação ativa do público presente.

“São Luís é a cidade onde as pedras falam e os livros respondem.” (Josué Montello)
O evento celebrou trajetórias imensas. Ignácio de Loyola Brandão, imortal da ABL e mestre do realismo fantástico e social, trouxe consigo a bagagem de quem sobreviveu à censura e traduziu o Brasil em obras como Zero e Não Verás País Nenhum. Já Valter Hugo Mãe, o “filho” português de Angola que conquistou o mundo com sua escrita despida de maiúsculas e repleta de humanidade, relembrou sua jornada desde o remorso de baltazar serapião até o prestigiado Prêmio José Saramago. No evento, os autores lançaram obras que dialogam com o tempo: Ignácio com suas crônicas de memória e Valter com sua poesia que cura, reafirmando que a literatura é a ponte definitiva entre as margens do Atlântico.

“A Academia é o sentinela da nossa identidade; sem ela, o silêncio seria a nossa única herança.” (Arlete Nogueira da Cruz)
A Academia Maranhense de Letras, fundada em 1908 e sediada na histórica Casa de Antônio Lobo, reafirmou seu papel como epicentro intelectual do estado. Com mais de um século de história, a AML não apenas guarda a memória de Gonçalves Dias e Aluísio Azevedo, mas serve como catalisadora da produção contemporânea. O sentimento do público era de comunhão; havia nos olhos de cada jovem e veterano presente a certeza de que a literatura maranhense é um organismo vivo, pulsante e indissociável da alma de São Luís, cidade que respira versos em seus casarões e azulejos.

“Escrever no Maranhão é um ato de resistência e de amor à beleza que teima em florescer.” (Ferreira Gullar)
Este oitavo momento do projeto Conversações de Além-Mar consolida uma tradição que une o Maranhão ao mundo lusófono. O projeto, idealizado para estreitar laços literários transatlânticos, prova que São Luís continua sendo o porto seguro da inteligência brasileira. A tradição literária da ilha, reconhecida mundialmente, ganha novo fôlego com essa integração. Parabenizo a AML em nome do seu atual Presidente, Lourival Serejo, de Alexandre Maia Lago e demais organizadores pelo brilhantismo em manter acesa a chama do debate cultural de alto nível.

“A literatura é a arte de escrever aquilo que não se pode dizer.” (Carlos Drummond de Andrade)
Mensagem aos Leitores e Escritores Maranhenses: A crescente integração nos movimentos literários e artísticos de nossa capital é um sinal de renascimento. Que este movimento se estenda por todo o Maranhão, dos lençóis às matas, pois a nossa voz é única e necessária. Escrevam, leiam e ocupem os espaços culturais! A literatura é a ferramenta mais poderosa para a transformação de um povo.

“Ler é encontrar o outro dentro de nós mesmos; escrever é convidar o mundo para entrar.” (Ignácio de Loyola Brandão)
São Luís, 07 de abril de 2026.
José Carlos Castro Sanches.
É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS 07.04.2026. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.


