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Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

SEXTA-FEIRA 13!

Por José Carlos Castro Sanches

Site: www.falasanches.com

“O destino normal das novas verdades é começar como heresias e terminar como superstições.” (Thomas Huxley)

O décimo terceiro dia de fevereiro é uma sexta-feira. O treze tem lá seus mistérios e quando associado com a sexta-feira, o negócio fica ainda mais místico. Valha-nos Deus.

“A sorte, má se não for boa, estará sempre conosco. Mas ela tem uma maneira de favorecer os inteligentes e mostrar as costas aos estúpidos.” (John Dewey)

Acordei cedo, levantei-me e comecei a escrever sobre essa data cheia de mistérios e superstições, motivado pela frase: “Hoje é sexta-feira 13”, dita por minha esposa a d. Lena enquanto fazia as unhas.

“Prefiro Sexta-Feira 13, do que segunda…” (Hugo Ribeiro)

Em seguida, quebrei o jejum com uma xícara de café com leite, pão francês e mamão. Enfim, eu completei a primeira missão do dia, agora restava revisar o texto, incluir uma imagem relativa à data e compartilhar com os leitores, como faço todos os dias há 10 anos com amor e disciplina.

Me detive por alguns minutos nesta narrativa que vos apresento para refletirmos sobre as crendices populares do cotidiano.

“O calendário não conspira. Mas nós conspiramos — e é aí que a mágica começa.”(Neil Gaiman)

Os mitos existem desde que o homem se entende por homem. Embora não haja comprovação científica de que realmente funcionem, superstições de toda sorte resistem até hoje. E, acredite, elas podem não só ter influenciado como garantido a própria evolução humana.

“Nos primórdios, indivíduos que faziam associações entre causa e efeito, mesmo sem embasamento racional — ou seja, eram supersticiosos —, tinham mais chance de sobrevivência”, diz o biólogo americano Kevin Foster, da Universidade Harvard.

Algumas dessas associações acabaram protegendo esses indivíduos de certos perigos. Por exemplo: sempre que ouvia um barulho na floresta, o grupo imaginava se tratar da aproximação de predadores ou de demônios acabava fugindo dali. Na maioria das vezes, era apenas um estrondo qualquer, como o som de trovões. Porém, quando se tratava da aproximação de um bando de leões, os “supersticiosos” já não estavam ali para virar comida.

Afinal, quem nunca ouviu dizer que o número 13 não traz sorte, quebrar espelho dá azar; trevo de quatro folhas dá sorte; não passar debaixo de escadas; orelhas esquentam quando falam mal de você; levantar-se com o pé direito; bater na madeira; gato preto dá azar e da maldita 6ª feira 13?

Constatei durante uma breve leitura matinal que poucas coisas conseguem unir o ser humano em uma única crença como as superstições. Imagine quantas pessoas acreditam que o número 13 é sinônimo de azar (em Nova York, por exemplo, é comum os prédios pularem esse andar). Ou quantas pessoas acreditam que usar um amuleto as protege do mau olhado.

Há ainda os que fogem de gatos pretos e evitam a todo custo passar embaixo de uma escada. É fácil perceber que mesmo as pessoas mais seguras de si, ainda que inconscientemente levem consigo alguma superstição, nem que seja: palma da mão coçando é sinal de dinheiro chegando; não coma bananas que nascem grudadas, a não ser que queira ter gêmeos!; pisar no cocô é sinal de sorte; minha orelha esquentou devem estar falando de mim; guarda-chuva aberto dentro de casa atrai azar; visitas indesejadas coloque uma vassoura atrás da porta que logo vão embora; bater três vezes na madeira afasta desgraças; cubra os espelhos durante a tempestade, pois eles atraem raios; deixa que eu abro a porta pra você voltar outra vez; não aponte para estrelas, pois uma verruga pode surgir em seu dedo; deixar a bolsa no chão é pedir para que o dinheiro vá embora; passar embaixo da escada ou cruzar com gato preto dá azar; ter pimenta em casa afasta o mau olhado e a inveja; quem brinca com fogo faz xixi na cama; achar um trevo de quatro folhas dá sorte; sol e chuva, casamento de viúva; três beijinhos para casar; espelho quebrado dá sete anos seguidos de azar; colocar o Santo Antônio de cabeça para baixo num copo de água atrai casamento…

Em Rosário, minha cidade natal diziam: três em cima de um, verruga no “cu” de um (valia para três pessoas em cima de um animal – jumento, cavalo, boi (hoje vale para três pessoas sobre uma moto ou bicicleta); manter um pé de pimenta, comigo ninguém pode, espada de São Jorge na porta da casa para espantar mau olhado; também haviam as benzedeiras que usavam ramos de plantas para espantar os males e curar o mal olhado; relógio parado é sinônimo de atraso; usar louça quebrada traz desgraça para a casa; dentre outras crendices populares.

“O pior cinismo: a crença na sorte.” (Joyce Carol Oates)

Especialmente para a sexta-feira 13, dizem os supersticiosos que devemos: “Descer da cama, rede, escada… com o pé direito (sem havaianas); Não olhar para gato, especialmente para o gato preto; cuidado com o espelho – não manter nem olhar para espelho quebrado; não passar debaixo de escada; não abrir guarda-chuva em lugares fechados; não deixar o pente ou escova cair; na dúvida, bata três vezes na madeira; não se despedir em cima de uma ponte; usar amuletos; não deixar chinelo ou sapato virados para baixo; vestir roupa branca; não deixar que varrer os pés; não sirva refeição para 13 pessoas, exceto se estiver convicto de que vale a pena correr o risco de sofrer as consequências dos seus atos ou não acredite em nada disso.

“Eu não sou supersticioso. Mas eu nunca me sentaria em uma mesa de treze. Não porque temo a morte — mas porque respeito o silêncio que se segue.” (Shirley Jackson)

Como tenho pouco apego às crendices, sem desmerecer quem as tenha, prefiro acreditar que as pessoas podem mudar sua sorte, como alguns estudos revelam: “Sorte não é algo naturalmente paranormal. É algo que criamos através dos nossos pensamentos e comportamentos”. Incrível que eu nunca havia pensado sobre isso, agora estou refletindo sobre a “sorte” e sorrateiramente passou uma ideia em minha cabeça: não seria a sorte uma superstição?

“A sexta-feira foi sempre o dia do carrasco — e treze, o número de nós da corda da forca.”(John Aubrey).

Constatei que baseado em pesquisas, existem quatro segredos para atrair boa sorte: maximize oportunidades; dê ouvidos à intuição; acredite em boa sorte e transforme má sorte em boa sorte.

Vou preferir acreditar nisso em vez de ficar assombrado com um gato preto, ou com medo de passar sob uma escada numa sexta-feira 13. Cruz credo! Livrai-nos dos maus presságios, dos inimigos, das superstições e dos maus pensamentos.

Sexta-feira 13. É dia de sorte ou azar? Você decide! Eu prefiro acreditar que é um dia de sorte. Azar mesmo é não ser consciente de que somos os verdadeiros responsáveis pelo bem e pelo mal que atraímos.

“Feliz aqueles cujo conhecimento é livre de ilusões e superstições.” (Buda)

São Luís, 13 de fevereiro de 2026.

José Carlos Castro Sanches.

É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS13.02.2026. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.

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