Por José Carlos Castro Sanches
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“O narcisismo é a vaidade tornada hábito.” (Friedrich Nietzsche)
Ele sonhou com sua esposa. No sonho, ele era o centro do universo, e ela, a sua adoradora número um. Ela sorria para ele, pendurada em cada palavra e gesto seu. Ela o olhava com admiração, como se ele fosse o homem mais incrível do mundo. Ele a chamava de “minha rainha”, “minha princesa”, “meu amor”, e ela sorria, agradecida por essas palavras doces. Ele sabia que ela se sentia especial, escolhida por ele, um grande homem.

“O amor é a capacidade de perceber o outro em sua totalidade.” (Erich Fromm)
Mas, no sonho, ele também a via, pura e verdadeira, alguém que ninguém mais vê. Ela se sentia sufocada, como se estivesse presa em uma jaula de ouro. Ela queria voar, ser livre, ser ouvida. Mas ele, não a ouvia. Ele estava ocupado demais se olhando no espelho, admirando sua própria beleza e inteligência. Ele a criticava, sim, mas era para o bem dela, para que ela se tornasse uma pessoa melhor, ou assim ele pensava. Ele a corrigia, a moldava, a transformava na mulher perfeita que ele queria que ela fosse. E ela, o agradecia, dizia que ele era o melhor marido do mundo.

“A vaidade é o véu que esconde a verdade.” (Lao Tzu)
Mas, no fundo, ele sabia que ela não era feliz. Ela se sentia vazia, como se estivesse vivendo uma vida que não era sua. E ele, não entendia por quê. Ele era o melhor marido, o melhor provedor, o melhor amante, o melhor em tudo. O que mais ela poderia querer?

E então, o sonho mudou. Ele se viu sozinho, no espelho, olhando para si mesmo. E o que ele viu? Um homem vazio, um homem que se perdeu no seu próprio ego. Um homem que não sabia amar, que não sabia ouvir, que não sabia ver a verdadeira beleza da mulher que estava ao seu lado.
Mas, a verdadeira sabedoria é saber que nada sabemos.

“A maior doença do ego é a falta de consciência de si mesmo.” (Eckhart Tolle)
Um homem narcisista é como um espelho que reflete apenas a sua própria imagem, incapaz de refletir a beleza e a essência daqueles que o cercam. Ele é um prisioneiro de sua própria vaidade, condenado a admirar-se eternamente, sem nunca se dar conta da riqueza e da profundidade das conexões humanas.

“Amar é não julgar, é entender, é acolher, é perdoar.” (Chico Xavier)
Ele pode ser encantador e carismático no início, mas logo revela sua falta de empatia e sua necessidade insaciável de admiração e atenção. Ele se sente no direito de ser o centro do universo e espera que todos o tratem como tal. No entanto, é justamente essa atitude que pode levar ao colapso do relacionamento.

“O amor é a única liberdade, pois é a única coisa que não pode ser conquistada ou perdida, apenas compartilhada.” (Paulo Coelho)
Mas, caro leitor, há esperança. Há um caminho para sair dessa prisão de egoísmo e se conectar verdadeiramente com as pessoas que o amam. É um caminho que exige coragem, vulnerabilidade e disposição para se olhar no espelho e reconhecer os próprios defeitos.

“A verdadeira grandeza não consiste em se colocar acima dos outros, mas em se colocar abaixo, em servir.” (Mahatma Gandhi)
Se você se reconhece nessas palavras, saiba que é possível mudar. É possível aprender a ouvir, a se importar com as necessidades e os sentimentos dos outros, a se colocar no lugar de quem você ama.

“O amor é a resposta para todas as perguntas, é a chave para a felicidade e a realização.” (Dalai Lama)
Reflexão:
O narcisismo é um espelho que reflete apenas a própria imagem, mas não permite que se veja a verdadeira beleza do outro. Se você se reconhece nesse homem, pare e olhe ao seu redor. Veja a mulher que está ao seu lado, ouça-a, ame-a. Porque, no fim, o que importa não é o que você vê no espelho, mas o que você vê nos olhos daqueles que amam.

“O amor é a resposta para todas as perguntas.” (Paulo Coelho)
São Luís, 04 de fevereiro de 2026.
José Carlos Castro Sanches.
É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS04.02.2026. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.
