Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasanches.com

“A arte de ouvir é a chave para a sabedoria.” (Confúcio)
As caminhadas têm revelado surpresas e o caminho percorrido a inspiração para o cronista. De onde veio o cotonete que repousava no piso quente do Master Plan dos Jardins? Silenciosamente, ele guardava o segredo de algum ouvido, impregnado com resíduos de cera. Ah, se o cotonete pudesse ouvir o que passou por aquela orelha. Será que se manteria tão silencioso e discreto?

“O ouvido é o órgão mais importante para a comunicação.” (Stephen Covey)
De onde ele veio ao passar pelo algodoal e receber aquelas pontas brancas e macias para afagar os canais auditivos cheios de cera e segredos, talvez histórias não contadas, palavras não ditas e pensamentos não expressos? O bastonete de plástico deve ter sofrido desde a extração do petróleo, produção do polipropileno até a conformação ao calor extremo e a pressão, formando uma haste flexível e oca que recebe dois tufos de algodão nas extremidades. Mas, provavelmente, a maior de suas frustrações é servir de “faxineiro dos ouvidos (sem sindicato)”. Quem teve a ideia de fazer isso, nunca imaginou que sua invenção fosse parar num lugar escuro e sujo para resgatar a sujeira dos ouvidos – ou quem sabe a sujeira “ouvida” sem o crivo da censura – talvez o melhor cotonete seja a capacidade de filtrar o que ouvimos e extrair das escutas o que vale a pena.

“A escuta ativa é a chave para a compreensão.” (Daniel Goleman)
Mas afinal, como surgiu o cotonete? O cotonete foi inventado em 1923 por Leo Gerstenzang, um polonês-americano que trabalhava como assistente de um médico. Ele notou que os médicos usavam palitos de madeira com algodão para limpar os ouvidos dos pacientes e decidiu criar um produto mais prático e higiênico.

“A sabedoria está em saber o que ouvir e o que ignorar.” (William James)
O cotonete se tornou um item essencial em muitos lares ao redor do mundo, mas também é importante lembrar que a limpeza excessiva dos ouvidos pode ser prejudicial. É preciso saber ouvir e filtrar o que é essencial, para que possamos encontrar a harmonia e a paz que buscamos.

“A verdadeira arte é saber ouvir.” (Paulo Coelho)
São Luís, 04 de fevereiro de 2026.
José Carlos Castro Sanches.
É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS04.02.2026. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.
