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Oferece a você a oportunidade de leitura e reflexão sobre textos repletos de exemplos, experiências e lições que irão transformar a sua vida.

O ACASO NÃO EXISTE…

Por José Carlos Castro Sanches

Site: www.falasanches.com

“A sorte favorece a mente preparada.” (Louis Pasteur)

Quem jogou fora a caixa 083 586? Seria o número da sorte na Mega-Sena? Era apenas uma simples caixa de fósforo vazia, sem a tampa, solitária ao chão na calçada do condomínio contendo no seu interior a inscrição 083 586.                                                                Anne e Viviane receberam com alegria e entusiasmo a ideia de que aquele era o número da sorte – iriam arriscar no jogo na expectativa de sair da dependência dos ônibus lotados que a depender dos motoristas em greve – a deixariam perder o serviço e o emprego – mesmo atrasadas elas chegaram a tempo de receber a profecia.

Anne estava surpresa, pois não sabia que caixa de fósforo tinha número, mas tem e pode ser o número da sorte. Se trabalhar é uma batalha constante, depender do transporte urbano é um desafio diário.

“A vida é uma combinação de acaso e escolha.” (Ralph Waldo Emerson)

Todavia a vida dá voltas como uma roda gigante, tudo tem a hora certa de mudar… e ela chegará a qualquer momento. Eu sou apegado aos detalhes e as coisas sem aparente sentido me fazem refletir e extrair lições para a vida. Como cronista e poeta, sempre dou um tom poético para “as caixas de fósforos” jogadas ao léu, na esperança de que a partir delas possa levar uma mensagem reflexiva e inspiradora para os leitores.

Era manhã ensolarada de fevereiro, enquanto eu caminhava pelas cercanias do Condomínio Jardins, quando me deparei com uma caixa de fósforo e surpreendentemente visualizei a numeração 083 586, logo resgatei a caixa do chão e levei-a comigo. Ao tempo em que caminhava em direção à administração do condomínio – por lá encontrei Anne e Viviane – era a chance de tornar útil aquele objeto inusitado que havia encontrado, presenteei o número a elas com a proposta de jogarem na Mega-Sena e me repassarem 10% do prêmio. Estou torcendo para alcançarem sucesso no jogo, porque eu não tenho hábito de jogar, por isso nunca irei ganhar. Quem não joga, não ganha! Não é Anne e Viviane?

“O acaso é um deus que não se revela aos covardes.” (William Shakespeare)

Lições aprendidas: O acaso pode ser um convite para a ação. Às vezes, é preciso reconhecer as oportunidades e aproveitar o momento. A sorte pode estar ao nosso alcance, mas é preciso estar preparado para reconhecê-la. A vida é um jogo onde só ganha quem joga.

São Luís, 02 de fevereiro de 2026.

José Carlos Castro Sanches.

É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS02.02.2026. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual, amparado pela Lei nº 9.610/98, que confere ao autor direitos patrimoniais e morais da sua obra.

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