Por José Carlos Castro Sanches
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Na mata atlântica, a madrugada ainda estava escura quando João Barnabé, um caçador experiente, saiu de casa com seu rifle em busca de alimento para sua família. Ao chegar ao rio, avistou uma capivara com três filhotes, pastando tranquilamente. Seu instinto de caçador falou mais alto, e ele apontou o rifle.
Mas, antes que pudesse disparar, uma voz ecoou: “Não faça isso, João!” Era Teodoro Fulgêncio, um ambientalista apaixonado, que havia observado a cena de longe. “Essa capivara e seus filhotes são parte da nossa biodiversidade. Se você os matar, prejudicará o equilíbrio da natureza.”

João hesitou, mas a fome de sua família falou mais alto. “Eu preciso alimentar meus filhos”, disse ele.
A discussão foi interrompida pela chegada de uma coruja, vovó Prudência, que havia observado a cena de uma árvore próxima. Ela voou até o velho sábio Galeno, que morava na mata, e o trouxe até o local.
“O que está acontecendo aqui?” perguntou o sábio.
Teodoro explicou a situação, e João contou sobre sua necessidade de alimentar sua família. O sábio ouviu atentamente e, então, disse: “A capivara é um animal sagrado, que nos ensina sobre a importância da vida em comunidade e cooperação. João, você precisa de alimento, e a capivara pode fornecer isso. Mas, em vez de matá-la, por que não trabalhamos juntos para criar um sistema de agricultura sustentável, que beneficie tanto a você quanto a capivara?”

João e Teodoro se olharam, surpresos com a ideia. E, juntos, começaram a trabalhar na criação de um sistema de agricultura que respeitasse a natureza e beneficiasse todos os envolvidos.
A capivara e seus filhotes continuaram a viver na mata, contribuindo para o equilíbrio ecológico, enquanto João e sua família tinham alimento suficiente. A lição da capivara havia sido aprendida: a cooperação e o respeito pela natureza são fundamentais para a sobrevivência de todos.

São Luís, 27 de janeiro de 2026.
José Carlos Castro Sanches.
É Consultor de SSMA da Business Partners Serviços Empresariais – BPSE. Químico, professor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense. Membro Efetivo do PEN Clube do Brasil, da Academia Luminense de Letras, da Academia Maranhense de Trovas, da Academia Literária do Maranhão, da Academia Rosariense de Letras Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, da Academia de Letras, Artes e Cultura de Coroatá, da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, da Federação das Academias de Letras do Maranhão, da União Brasileira de Escritores, da Associação Maranhense de Escritores Independentes. Membro correspondente da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Vianense de Letras e da Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes. Tem a literatura como hobby. Para Sanches, escrever é um ato de amor e liberdade.

Autor dos livros: Tríade Sancheana – Colheita Peregrina, Tenho Pressa, A Jangada Passou; Trilogia da Vida: No Fluir das Horas, Gotas de Esperança e A Vida é um Sopro!; Pérolas da Jujuba com o Vovô, Pétalas ao Vento; Série Três Viagens: Das coisas que vivi na serra gaúcha, Me Leva na mala, Divagando na Fantasia em Orlando; O Voo da Fantasia e Momentos do Cotidiano. Livros em parceria: Borboletas & Colibris, TROVOAR – Trovas para Inspirar e Sonhar e ECOS – da Academia Maranhense de Trovas. Participa de diversas antologias brasileiras.

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